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Claire Williams diz que Fórmula 1 deve avaliar uso de cockpit fechado

Diretora da equipe inglesa pede para categoria estudar mudanças no desenho dos carros para evitar acidentes como o de Bianchi

Estadão Conteúdo

08 de outubro de 2014 | 13h29

A diretora-adjunta da Williams, Claire Williams, afirmou nesta quarta-feira que a Fórmula 1 deve considerar a possibilidade de introduzir cockpits fechados após o acidente sofrido pelo francês Jules Bianchi, durante o GP do Japão, no circuito de Suzuka, no último domingo.

Bianchi, da Marussia, está internado em estado crítico, mas estável, depois de sofrer graves ferimentos na cabeça, quando seu carro bateu em um guindaste durante a corrida. Cockpits fechados poderiam proteger mais os crânios dos pilotos. "É algo que temos de olhar", disse Claire Williams, nesta quarta-feira. 

"Se isso pode melhorar a segurança, então é claro que tem que estar na agenda como uma conversa para termos. Cockpits fechados não são fáceis tecnicamente de serem integrados a um carro de Fórmula 1 e é claro que eles mudam a própria natureza do que um carro de Fórmula 1 se parece. Temos de olhar para todas as opções disponíveis para nós, mas essas conversas precisam ser nos bastidores". 

Claire Williams se recusou a comentar se os cockpits fechados haviam sido rejeitados na Fórmula 1 por serem considerados feios. "Temos de encontrar formas de garantir que nossos pilotos estejam protegidos ao máximo", disse. "A estética de um carro de Fórmula 1 é sim, importante, ele é o próprio DNA da Fórmula 1, mas a segurança tem que ser primordial". 

De acordo com um relatório emitido pela FIA após a corrida, Bianchi perdeu o controle do seu carro, passou por toda a área de escape e atingiu a traseira do trator que estava sendo usado para retirar a Sauber do alemão Adrian Sutl. Bianchi estava inconsciente quando foi transferido do circuito de Suzuka para o hospital.

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