José Mendez / EFE
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Com a mão na taça, Hamilton vai para o México precisando de 5º lugar

Em 17 etapas realizadas neste ano, apenas em Mônaco o líder do Mundial não ficou entre os cinco melhores

EFE

26 Outubro 2017 | 11h55

O britânico Lewis Hamilton, da Mercedes, pode conquistar neste domingo pela quarta vez o Campeonato Mundial de Fórmula 1 e, para isso, precisa terminar o Grande Prêmio do México, no circuito de Hermanos Rodríguez, entre os cinco primeiros colocados, algo que só não aconteceu uma vez na temporada.

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Ao longo das 17 etapas realizadas neste ano, apenas em Mônaco o líder da competição ficou além do 'top-5', ao chegar no sétimo posto. Além disso, foram nove vitórias, três segundos lugares, três quartos e um quinto, no Grande Premio do Azerbaijão.

A repetição do que aconteceu em Baku é tudo o que Hamilton precisa para impedir que o alemão Sebastian Vettel, da Ferrari, não reduza a diferença entre os dois para menos de 50 pontos, o que deixaria a disputa aberta, faltando duas etapas para o fim do Mundial, no Brasil e em Abu Dhabi.

Com a vitória no GP dos Estados Unidos, em Austin, na última semana, o britânico chegou aos 331 pontos, contra 265 do concorrente, que terminou em segundo na última etapa. A diferença faz com que o dono do carro número 44 possa chegar apenas em nono, caso o tetracampeão mundial repita a colocação mais recente.

Se Vettel terminar do terceiro lugar para baixo, Hamilton será campeão, mesmo que não consiga completar a prova, algo que não aconteceu com ele em 2017. O retrospecto recente, aliás, empolga o piloto da Mercedes, que garante ter viajado ao México com a intenção de erguer o troféu, depois de definir como "ridícula" a possibilidade de ser campeão nos EUA.

"O meu plano é conquistar a vitória na prova, não vim ao México para outra coisa, somente para ser o número 1. Não me sentiria bem conquistando o título com um quinto lugar", afirmou o líder disparado da temporada da Fórmula 1.

O que também pode animar Hamilton é o desempenho da escuderia alemã no circuito de Hermanos Rodríguez, que retornou ao calendário da categoria há dois anos. Desde então, os dois carros prateados sempre fizeram 1-2 no treino de classificação e ocuparam os dois primeiros lugares também na corrida.

Em 2015, Rosberg venceu, quando o companheiro de escuceria já havia erguido o troféu de campeão nos EUA. No ano seguinte, a ordem se inverteu, mas, curiosamente, que acabou ficando com o título foi o alemão, na última etapa do Mundial, em Abu Dhabi.

Caso o México seja o palco da definição da temporada, será a quarta vez que a situação acontece. As anteriores, quando o GP era o último da temporada, foram em 1964 e 1968, com o campeonato sendo conquistado pelo britânico Graham Hill, e em 1967, com o neozelandês Denis Hulme levando a melhor.

Embora lute pelo título, Vettel ainda não tem garantia que será vice-campeão em 2017. O alemão está 21 pontos na frente do finlandês Valtteri Bottas, da Mercedes, embora, tenha conseguido abrir oito de frente, com o quinto lugar do rival nos Estados Unidos.

Já entre os construtores, que tem a Mercedes como campeã antecipada, a Ferrari ficará com o segundo lugar se marcar 17 pontos no GP do México, por exemplo, com um terceiro e um nono posto, ou quarto e sétimo, mesmo que os pilotos da Red Bull façam dobradinha na etapa.

Felipe Massa, da Williams, por sua vez, vai embalado pela sequência de três etapas seguidas na zona de pontuação. O brasileiro, décimo na temporada, foi nono nos EUA e abriu quatro pontos de frente para o companheiro de equipe, o australiano Lance Stroll.

A abertura oficial do Grande Prêmio do México será nesta sexta-feira, às 13h (de Brasília), com o primeiro de três treinos livres. No sábado, às 16h, acontecerá a definição do grid de largada, e no domingo, no mesmo horário, será dada a primeira de 71 voltas da prova.

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