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Com atualização no motor, pilotos da Red Bull perdem posições

Ajustes no motor Renault já visam a temporada 2016

FELIPE ROSA MENDES, Estadão Conteúdo

13 de novembro de 2015 | 10h17

O australiano Daniel Ricciardo e o russo Daniil Kvyat vão perder ao menos 10 posições no grid de largada do GP do Brasil de Fórmula 1, neste domingo. Os pilotos da Red Bull devem sofrer punição por causa das atualizações que a Renault fez em sua unidade de potência para esta penúltima etapa do campeonato. As mudanças, já visando a temporada de 2016, indicam a reaproximação entre a equipe e a fornecedora de motor, que vivem um ano conturbado em razão do fraco rendimento do carro nas pistas.

Longe de repetir as grandes performances dos últimos anos, a Red Bull vem sofrendo a cada corrida neste ano com o fraco ritmo dos seus carros. E atribui os resultados abaixo do esperado às limitações do motor Renault. Insatisfeita, chegou a procurar novas parcerias com Ferrari, Honda e até a Mercedes, sem sucesso. Nas últimas semanas, cresceram os rumores de que a Red Bull manterá o acordo com a Renault para 2016.

As novas atualizações são um esforço da fornecedora de motor para resgatar a performance da equipe nestas últimas duas corridas do ano, no Brasil e em Abu Dabi. "Estou curioso para saber mais sobre a mudança. A Renault diz que seremos alguns décimos de segundo mais rápidos a cada volta. Mas preciso ver como será pilotar com essa alteração no motor, como será a resposta do acelerador, por exemplo", disse Ricciardo.

Ricciardo e Kvyat devem perder ao menos 10 posições cada no grid em razão das mudanças. A Red Bull será punida porque já usou os quatro motores a quem tem direito nesta temporada. A perda mínima é de 10 posições, mas poderá ser maior se as alterações atingirem diferentes componentes do motor.

Apesar das punições, Ricciardo aprovou a iniciativa da Renault por dar perspectiva à Red Bull sobre como será seu motor de 2016. "Isso nos dá um pouco de luz sobre aonde queremos ir no futuro possível", afirmou o australiano.

A atualização do motor, claro, só se tornará referência para a Red Bull para o próximo ano se a parceria com a Renault for mantida. Nesta quinta-feira, o chefe da equipe, Christian Horner, indicou que a fornecedora francesa deve seguir com o time austríaco em 2016. "Eu espero, mais para o fim da temporada, que estejamos em posição de anunciar quais serão os nossos planos", disse Horner, em entrevista ao canal britânico BBC.

Ele descartou a saída da equipe da Fórmula 1, possibilidade que chegou a ser aventada pelos dirigentes da Red Bull. "Estamos comprometidos a permanecer na Fórmula 1 na próxima temporada e nos anos que virão", declarou o chefe da equipe austríaca.

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