Alessandro Bianchi/Reuters
Alessandro Bianchi/Reuters

Com indefinição, Márquez sugere congelamento de contratos dos pilotos da MotoGP

Hexacampeão mundial acredita que acordos deveriam sofrer alterações, já que toda a temporada está comprometida

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2020 | 10h35

MotoGP já teve o cancelamento da etapa de abertura no Catar - apenas Moto2 e Moto3 puderam correr -, adiamentos para o final do ano de provas na Tailândia, Estados Unidos e Argentina e esta mesma situação, ainda sem data definida, em corridas na Espanha, França, Itália e Catalunha, tudo em razão da pandemia do novo coronavírus. Por essa razão, o espanhol Marc Márquez, hexacampeão mundial, é da opinião que os contratos dos pilotos poderiam ser congelados, ou automaticamente renovados, de 2020 para 2021.

De acordo com o atual detentor do título, grande parte do pelotão ainda não assinou para a próxima temporada. "A situação é difícil. No meu caso, já tinha renovado com a Honda por mais quatro anos. Uma aposta arriscada de ambas as partes, mas creio que acertada. É certo que há muitos que ainda não assinaram contrato, que têm de se mostrar. As equipes terão de ter a mente um pouco mais aberta porque uma das coisas que também se fez foi congelar as motos, de 2020 para 2021", explicou o piloto, em videoconferência para veículos de comunicação espanhóis.

No entender de Márquez, essa medida foi acertada e poderia se aplicar algo semelhante aos contratos dos pilotos. "Por que não fazer algo semelhante com os contratos dos pilotos? Congelá-los como se este ano não tivesse acontecido. Mas são coisas que não estão nas minhas mãos. Da parte que me toca estou tranquilo. Tenho tudo assinado. Mas ansioso por competir porque é aí que se demonstra o seu valor", disse.

O piloto da Honda acredita que até depois do verão no hemisfério norte será muito difícil começar a temporada por conta da pandemia. "Estou seguro que a Dorna (promotora da categoria) e a MotoGP farão o possível para retomar o quanto antes. Mas honestamente falando creio que até depois do verão será difícil", comentou.

"O que sei é o mesmo que sai nas notícias. Nem a própria Dorna sabe quando poderá voltar porque nem os experts sabem a evolução do vírus. O esporte quer voltar à normalidade, mas isso não é vital. Tem que ter muita precaução", prosseguiu Márquez, que disse ser favorável a correr em circuitos sem público. "Se tiver que acontecer isso, estou disposto. O espetáculo chegaria aos fãs através da televisão".

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