Com McLaren em crise, Button defende Whitmarsh

Depois de amargar no GP do Canadá de Fórmula 1, no último dia 9, a primeira prova da McLaren em quatro anos sem pontos contabilizados pela escuderia, Jenson Button admite que a mesma passa por um momento ruim. O piloto inglês ocupa a decepcionante décima posição do Mundial de Pilotos, com apenas 25 pontos, enquanto o seu companheiro de equipe, o mexicano Sergio Pérez, é o 13.º do campeonato, com 12.

AE, Agência Estado

18 de junho de 2013 | 13h24

Mas, apesar do cenário historicamente adverso para a McLaren após sete provas disputadas, Button segue defendendo o trabalho realizado por Martin Whitmarsh, chefe da equipe, ao projetar o futuro na F1.

"Martin é um grande cara. Esteve envolvido em mais de 100 vitórias desde que se juntou à McLaren em 1989 e obteve, portanto, uma enorme quantidade de conhecimentos e experiências. Ele está extremamente motivado para mudar as coisas", ressaltou Button, em entrevista ao site oficial da F1, publicada nesta terça-feira.

Em entrevista à emissora inglesa Sky Sports, o campeão mundial de 2009 também respaldou o trabalho realizado por Whitmarsh, lembrando que o chefe de equipe vive um momento incomum, mas nem por isso deixou de defender a sua continuidade no cargo. "É muito difícil para um chefe de equipe quando, de repente, um time que normalmente vence GPs não o faz, mas ele é o melhor líder para nos guiar neste momento difícil", apontou.

O piloto inglês admite, porém, que esperava por um início de temporada melhor e que a McLaren não está fazendo jus ao seu histórico vencedor na F1. "Evidentemente, nós esperávamos mais sucesso nesta temporada, especialmente depois de, na temporada passada, durante a qual ganhamos sete GPs, incluindo dois dos três últimos", lembrou.

E Button reconhece que será muito pouco provável que a McLaren possa brigar por um triunfo no próximo dia 30, no GP da Inglaterra, em Silverstone, onde a equipe ao menos tentará fazer um papel digno diante de seus torcedores correndo em casa. "Lutar pela vitória vai ser muito difícil. É o que os fãs britânicos querem, mas não acho que seremos capazes. Vamos fazer o melhor possível e lutar pelo maior número de pontos", completou.

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