Maxim Shemetov/Reuters
Maxim Shemetov/Reuters

Com polêmica da Mercedes, Hamilton leva GP da Rússia e dispara na liderança

Escuderia pede a Valtteri Bottas para ceder posição ao líder do campeonato e deixa clima incômodo na equipe

O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2018 | 10h23

Em circunstâncias diferentes das que está acostumado, o inglês Lewis Hamilton venceu pela terceira vez em sua carreira o GP da Rússia da Fórmula 1, neste domingo, e disparou na briga pelo título. O vencedor, provavelmente, seria o companheiro de Mercedes Valtteri Bottas, que fez a pole, mas recebeu ordem da equipe para deixar o inglês ultrapassá-lo.

A grande polêmica da corrida aconteceu na 25ª volta do Circuito de Sochi, quando o chefe da Mercedes, Toto Wolff, ordenou, pelo rádio, que Bottas, então na ponta, abrisse passagem para Hamilton, que tinha bolhas em seu pneu. A cena foi semelhante aos episódios envolvendo Michael Schumacher e Rubens Barrichello, na Áustria, em 2002, e Fernando Alonso e Felipe Massa, na Alemanha, em 2010. O inglês, então, assumiu o primeiro lugar e se manteve no posto até o final.

Pouco antes da volta derradeira, Bottas perguntou pelo rádio à equipe se a corrida terminaria como estava, com Hamilton à sua frente, e ouviu de Wolff: "Sim, falaremos sobre isso depois".

Hamilton, que costuma vibrar muito em suas vitórias, desta vez, foi contido em razão da polêmica. As imagens da televisão flagraram o tetracampeão, meio sem jeito, pedindo desculpas ao companheiro de equipe após a corrida. No pódio, não houve festa e Hamilton chegou até a oferecer o troféu da vitória a Bottas, que, porém, não aceitou.

Sem conseguir ameaçar os carros da Mercedes, Sebastian Vettel, que vê o rival ficar cada vez mais longe na liderança do Mundial de Pilotos, fechou o pódio. O companheiro do alemão, Kimi Raikkonen, foi o quarto colocado, completando a dobradinha da Ferrari na segunda fila.

Quem brilhou, de fato, na Rússia, foi Max Verstappen, que largou na penúltima posição, punido por troca nas peças do motor. Com uma corrida de recuperação impressionante, o holandês cruzou a linha de chegada na quinta posição. O piloto da Red Bull se arriscou, tanto que só parou para trocar os pneus faltando dez voltas para o final, e teve sua ousadia premiada.

Seu companheiro de equipe, o australiano Daniel Ricciardo, que largou na última posição, também foi destaque em Sochi e chegou logo atrás, na sexta posição. Charles Leclerc colocou a Sauber na sétima posição, Kevin Magnussen, da Haas, foi o oitavo. Esteban Ocon e Sergio Pérez, da Force India, fecharam o top 10.

Restando cinco corridas para o final da temporada, Hamilton vai ficando cada vez mais perto do seu quinto título da Fórmula 1. Com o triunfo, o inglês, que chegou à marca de 70 vitórias na carreira e venceu pela oitava vez na atual temporada, abre mais dez pontos de vantagem para Sebastian Vettel, vice-líder, e fica com 291 pontos, contra 241 do alemão.

Confira a classificação final do GP da Rússia:

1º - Lewis Hamilton (ING/Mercedes), em 1h27m25s181

2º - Valtteri Bottas (FIN/Mercedes), a 2s545

3º - Sebastian Vettel (ALE/Ferrari), a 7s487

4º - Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari), a 16s543

5º - Max Verstappen (HOL/Red Bull), a 31s026

6º - Daniel Ricciardo (AUS/Red Bull), a 1min20s451

7º - Charles Leclerc (MON/Sauber), a 1min38s390

8º - Kevin Magnussen (DIN/Haas), a 1 volta

9º - Esteban Ocon (FRA/Force India), a 1 volta

10º - Sergio Pérez (MEX/Force India), a 1 volta

11º - Romain Grosjean (FRA/Haas), a 1 volta

12º - Nico Hulkenberg (ALE/Renault), a 1 volta

13º - Marcus Ericsson (SUE/Sauber), a 1 volta

14º - Fernando Alonso (ESP/McLaren), a 1 volta

15º - Lance Stroll (CAN/Williams), a 1 volta

16º - Stoffel Vandoorne (BEL/McLaren), a 2 voltas

17º - Carlos Sainz (ESP/Renault), a 2 voltas

18º - Sergey Sirotkin (RUS/Williams), a 2 voltas


Não completaram a prova:

Pierre Gasly (FRA/Toro Rosso)

Brendon Hartley (NZL/Toro Rosso)

 

 

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