Jens Buettner/EFE
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Com problemas, Hamilton só espera passar da primeira curva

Na 18.ª posição, inglês ainda não desisitiu de lutar pelos pontos, mas garante não ter planos para a vitória

Julian Linden, Reuters

28 de março de 2009 | 10h48

MELBOURNE - Lewis Hamilton se recusou a desistir de brigar por pontos na abertura da temporada da Fórmula 1 no GP da Austrália, apesar do início terrível no ano em que defende seu título. O britânico inicialmente iria largar na última posição do grid depois que sua equipe, a McLaren, teve de trocar a caixa de câmbio de seu carro. No entanto, ele ganhou duas posições com a desclassificação do treino oficial dos dois carros da Toyota.

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Hamilton prometeu que vai trabalhar no limite para tentar estar na zona de pontuação ao final da corrida. "Eu realmente não tenho um plano", disse Hamilton. "Apenas vou correr."

"Poderia ser muito pior se estivesse em último lugar. Então, faremos o melhor trabalho que pudermos a partir daí. Temos de ter certeza que tiramos o melhor de nossa estratégia e que nos demos a melhor oportunidade de crescer na corrida o quanto pudermos."

Hamilton afirmou que sua melhor chance é se manter longe de problemas e continuar na pista até o final da prova, que tem uma história de muitas desistências, incluindo no ano passado quando apenas sete carros cruzaram a linha de chegada. "Só espero que ninguém nos atinja na primeira curva e que possamos chegar até o final e conquistar o maior número de pontos possíveis."

"Se você olhar para a Ferrari ano passado, eles tiveram uma corrida bem ruim, com um de seus carros largando quase no final do grid, mesmo assim conseguiram um ponto. Então, qualquer coisa pode acontecer."

Hamilton sabia antes mesmo de chegar a Melbourne que suas chances de vencer eram pequenas, depois que seu McLaren teve dificuldades para igualar o desempenho dos rivais nos testes da pré-temporada.

Ele estava entre os últimos no treino livre de sexta-feira e foi para a segunda fase do treino classificatório deste sábado sendo apenas o 15o, antes de ter problemas com a caixa de câmbio.

O piloto de 24 anos não participou da segunda etapa classificatória e foi jogado para o final do grid depois que a equipe anunciou a troca da caixa de câmbio.

Por sorte, ele subiu duas posições depois que os carros da Toyota foram colocados atrás dele por quebrar normas do regulamento da categoria. "Uma marcha falhou catastroficamente", disse Martin Whitmarsh, diretor da McLaren, a repórteres.

De acordo com as regras da Fórmula 1, a caixa de câmbio tem de durar por quatro corridas consecutivas, com a punição de perda de cinco colocações no grid de largada no caso de sua troca antes desse prazo.

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