Divulgação/Consórcio Rio Motorsport
Divulgação/Consórcio Rio Motorsport

Comissão de processo ambiental do Autódromo do Rio marca audiência para dia 18

Encontro vai apresentar e discutir relatório de impacto ambiental, que pode marcar a emissão da licença prévia para iniciar a obra

Redação, Estadão Conteúdo

03 de março de 2020 | 11h56

A Comissão Estadual de Controle Ambiental do Rio de Janeiro (Ceca) agendou para o dia 18 a audiência pública que vai discutir a viabilidade ambiental do projeto de construção do novo autódromo do Rio de Janeiro. O circuito é cotado para receber o GP do Brasil de Fórmula 1 a partir de 2021.

A audiência foi marcada para as 19 horas do dia 18, "na Quadra do Centro Formação e Aperfeiçoamento de Praças do Corpo de Bombeiros Militar situado na Avenida Brasil, 23.800, Guadalupe, Município do Rio de Janeiro, sob a presidência de Maurício Couto César Junior", segundo informou a Ceca no Diário Oficial do Estado do Rio.

Aberta ao público, a audiência servirá para apresentar e discutir o Relatório de Impacto Ambiental (Rima), apresentado pelo consórcio Rio Motorsports no ano passado ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea). O consórcio busca a licença prévia para poder iniciar as obras de construção do autódromo.

As obras enfrentam a oposição de ONGs ambientais e do Ministério Público Federal por projetar o autódromo no bairro de Deodoro, na chamada Floresta do Camboatá, que conta com trechos de Mata Atlântica.

O agendamento da audiência pública é mais um passo importante na busca do Rio Motorsports para obter a licença ambiental prévia e também a definitiva. Esta só será obtida se o EIA-Rima for aprovado pelo Inea, que recebeu o estudo no dia 10 de novembro. Na época, a entidade informou que a análise do estudo poderia levar até 12 meses.

Para ter condições de receber o GP do Brasil em 2021, o novo circuito carioca teria de ficar pronto no primeiro semestre de 2021. O Rio Motorsports disputa com São Paulo o direito de sediar a etapa da Fórmula 1 em solo nacional. A prefeitura paulistana tem contrato com a categoria somente até este ano. E também negocia a renovação do vínculo.

Conforme publicou o Estado em dezembro, o projeto de construção do autódromo no Rio vai causar 31 impactos ambientais na Floresta do Camboatá. O local conta com espécies da fauna e flora em risco de extinção, de acordo com o EIA-Rima. Os dois documentos foram elaborados pela empresa de consultoria ambiental Terra Nova, contratada pela Rio Motorsports, vencedora da licitação para erguer o circuito.

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