Comissários declaram amor à Fórmula 1

Arriscar a vida e ter como única recompensa ficar perto de um carro de Fórmula 1. O que para muitos pode parecer loucura é normal para um grupo apaixonado por automobilismo que vai traballhar como comissários de pista no Grande Prêmio Brasil, neste domingo. Para a secretária da Prefeitura Kátia Moura será o sexto GP. ?Só não participei quando estava grávida.? Ela conta que trabalha com o marido, também fã de automobilismo e seu maior incentivador.Segundo ela, a tradição está sendo transmitida para os filhos que traz para o Autódromo de Interlagos sempre que pode. Ao seu lado, a dona-de-casa Suely Corrêa conta que será a sua quinta prova. Ao contrário de Kátia, a aproximação com a velocidade foi espontânea. ?Sempre gostei de automobilismo e esta foi a forma que encontrei de ficar perto?, conta. ?Meu marido só gosta de futebol, mas não atrapalha.? Kátia, assim como Suely, sabe que correrá os riscos enfrentados pelo fiscal Graham Beveridge, morto ao ser atingido por um pneu na prova de Melbourne. ?Meu marido e meus filhos aceitam, mas quando comento no serviço eles perguntam: Você é louca??, conta Kátia.Suely já passou pela experiência. ?Quando conto para os outros o que faço aqui acham que sou meio doida.? Para diminuir os riscos, as duas confiam na experiência. Para ser comissário na Fórmula 1 é preciso passar por um curso, que dura um dia, e acumular no currículo trabalho um grande número de provas do calendário do Autódrono de Interlagos. Kátia e Suely, da equipe Speed Fever, dizem que o segredo da função de comissário é a atenção. ?Você precisa estar sempre alerta com o que se passa com o colega que está antes e depois de você?, recomenda Suely. Para ela, esta é a melhor forma de evitar acidentes.Estréia ? Fabrício Costa será um estreante. A paixão pelo automobilismo era antiga. ?Encontrei um amigo de academia de ginástica que trabalhava como comissário aqui e vim com ele.? Depois de convencer a família ? a parte mais difícil ? fazer o curso e participar de provas em Interlagos, sua vez está próxima. Ansioso, ele escuta os conselhos dos veteranos para garantir uma segurança maior na pista. ?Sei dos riscos?, diz. ?Mas acho vale a pena para fazer parte do circo Fórmula 1.?

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