Twitter/João Doria Jr.
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Como o GP do Brasil serve para São Paulo ficar mais otimista para renovar com a Fórmula 1

Prova do último domingo vira cartão de visitas para a cidade conseguir manter Interlagos no calendário

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

18 de novembro de 2019 | 11h00

O GP do Brasil de Fórmula 1, no último domingo, deixou a Prefeitura de São Paulo, o governo do Estado e os organizadores da prova otimistas de que vão conseguir renovar contrato com a categoria. Com o acordo atual válido para receber a corrida em Interlagos até 2020, o objetivo é nos próximos meses assinar um novo vínculo capaz de garantir a realização do GP de 2021 a 2030.

O fim de semana trouxe para as autoridades paulistas mais confiança na tarefa de costurar o novo contrato, apesar da forte concorrência. O Rio de Janeiro conta com um projeto ambicioso de um novo autódromo em Deodoro, no valor de R$ 700 milhões, além de se comprometer a pagar uma taxa anual de promoção mais alta. No entanto, São Paulo considerou que a prova de domingo foi um cartão de visitas importante na negociação.

Corrida emocionante no domingo

A prova em Interlagos foi movimentada e cheia de surpresas. Teve acidente entre os dois carros da Ferrari, batida de Lewis Hamilton com Alexander Albon na penúltima volta, pódio dos novatos Pierre Gasly e Carlos Sainz, assim como a vitória de um jovem piloto. Max Verstappen, de 22 anos, ganhou pela primeira vez no Brasil. O roteiro movimentado agradou a chefia da Fórmula 1, que procura corridas atrativas para aumentar o interesse da categoria por audiência e patrocinadores.  

Reunião com a chefia da Fórmula 1

No domingo, antes da largada, o governador de São Paulo, João Doria, teve um encontro com o novo chefe da Fórmula 1, Chase Carey. Os dois discutiram as condições do novo contrato para realização do GP do Brasil e prometeram uma nova rodada de negociações em dezembro. A capital paulista procura investidores privados para conseguir bancar a taxa anual de promoção da prova, avaliada em R$ 84 milhões (US$ 20 milhões).   

Apoio de pilotos

Alguns dos nomes mais influentes da Fórmula 1 atual se posicionaram a favor da manutenção do GP do Brasil. O principal deles foi o hexacampeão, Lewis Hamilton, da Mercedes, que criticou o projeto de construção do autódromo no Rio pois envolveria a derrubada de árvores na Floresta do Camboatá, em Deodoro. O tricampeão mundial Jackie Stewart foi outro a defender Interlagos, por ser uma pista tradicional.

Maior público desde 2001

A prova do último domingo registrou um público de quase 160 mil pessoas. Segundo a organização da prova, ao longo dos três dias do GP do Brasil foram 158.213 pessoas no autódromo. O número é o maior registrado na corrida desde 2001, quando 174 mil fãs compareceram ao autódromo de Interlagos para acompanhar a vitória de David Coulthard, da McLaren.  

Interesse comercial

O Brasil representa um importante destino comercial e de negócios para a Fórmula 1. O País tem a maior audiência do mundo na categoria e é um mercado significativo para os patrocinadores. A capital paulista prevê que a concessão de Interlagos para a iniciativa privada também contribua na negociação, pois além da previsão de render R$ 1 bilhão em 35 anos, pode ser interpretada como uma demonstração de interesse para a modalidade.

 

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