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Como sempre, Ferrari diz que será difícil

Desde o início da temporada Michael Schumacher vem dizendo, já sem convencer ninguém, que o desafio da Ferrari, este ano, não será fácil. Até agora ele ganhou, sem maiores esforços, as cinco etapas disputadas. Tornou-se até desgastante para ele se explicar. Nesta sexta-feira no paddock de Mônaco, porém, Ross Brawn, diretor-técnico da Ferrari, afirmou. "Esta deve ser a nossa corrida mais difícil." Sua argumentação, ao contrário da de Schumacher nas provas anteriores, tem fundamentos. Neste sábado será disputada a sessão que definirá o grid. Não houve nesta sexta atividade de pista, como manda a tradição de 62 GPs de Mônaco. E o que irá acontecer domingo, nas 78 voltas da sexta etapa do campeonato, está diretamente condicionado ao resultado do treino deste sábado. "Qualquer estratégia diferente que você pretenda adotar tem a ver com o que você planeja para a classificação", começou dizendo Brawn. "Ocorre que aqui se você parar antes nos boxes, terá pela frente o tráfego. Tudo bem, é como em outros circuitos. O problema é que aqui você não ultrapassa ninguém." Poucos pilotos passaram pelos novos e funcionais boxes, onde foram gastos 30 milhões de euros. Rubens Barrichello, companheiro de Schumacher, comentou ainda quinta-feira que a Ferrari aprendeu com o erro do ano passado. "Era a primeira vez que vínhamos para cá com esse sistema de classificar com a gasolina que larga. Fomos muito conservadores, a equipe sabe que não adotou a melhor estratégia." Schumacher conseguiu o quinto tempo no grid e Rubinho o sétimo. O que acabou por comprometer um melhor resultado dos dois. Schumacher foi o terceiro e Rubinho em oitavo. Venceu Juan Pablo Montoya, da Williams. Nesta sexta-feira Felipe Massa, da Sauber, esteve na pista. Ele previu que a sessão que definirá o grid, neste sábado, não será diferente da do ano passado. "As equipes com Michelin estão muito fortes." A Ferrari e a Sauber correm com Bridgestone, enquanto Renault, BAR, Williams e McLaren, com Michelin. Rubinho deu a entender que será para compensar essa eventual vantagem que os pilotos da Michelin podem ter neste sábado que a Ferrari poderá arriscar e se classificar com o carro um pouco mais leve. Na edição da prova do ano passado, Montoya fez o primeiro dos dois pit stops que realizou na 23ª volta, enquanto Schumacher, na 31ª e Rubinho, na 30ª. Essa diferença se mostrou decisiva, segundo explicou Rubinho. A maior parte das atenções da imprensa, neste sábado, concentrou-se na entrevista coletiva do presidente da FIA, Max Mosley. Era o primeiro encontro com os jornalistas depois do anúncio da aprovação do seu pacote de mudanças radicais nos regulamentos técnico e esportivo. Mas o dirigente acabou não dizendo muito, embora revelasse que já existem discórdias importantes sobre o rumo das alterações. "De duas coisas não abro mão, o fornecedor único de pneus e motores com maior vida útil. Podem ser 2,4 litros, como propus, ou continuar 3,0 litros, como querem alguns." O influente presidente da FIA defendeu a venda de carros de uma equipe para a outra. "Há dois times com pretensões na F-1, a Carlim Motorsport (Fórmula 3 britânica) e a Arden (Fórmula 3000). Acontece que hoje, sem ter por trás a estrutura de uma grande montadora, é impossível produzir um carro e torná-lo competitivo." Disse mais. "Essas equipes comprariam um modelo de um time de ponta, no primeiro ano se preocupariam apenas em modificá-lo, e com o passar dos anos adquiririam conhecimento para projetar e construir seus próprios carros." O australiano Paul Stoddart, da Minardi, talvez o maior interessado no tema, não concorda com Mosley. "Custaria muito mais caro eu comprar a Ferrari do ano passado do que desenvolver meu próprio chassi." Stoddart defende que essa proposta só seria eficiente se houver um meio de tornar o preço dos modelos dos times de ponta realistas para as escuderias pequenas. Sobre dinheiro, Mosley está de acordo. "Quando a Ferrari fala em deixar a Fórmula 1, é verdade, o que seria uma tragédia para esse esporte, baseado na Ferrari e no GP de Mônaco." Mas se a FIA estiver atenta à redução dos custos, a Ferrari não deixará a F-1, comentou o presidente. "Cabe a nós criarmos mecanismos de tornar a competição mais barata, caso contrário, não apenas a Ferrari, mas outras montadoras deixarão o Mundial." Mosley anunciou também um profundo corte nos testes particulares. "Vamos limitar por quilômetro rodado e não dias de treinos. Hoje, cada volta no circuito custa mais de mil euros." Ele quer alterações já para este ano, como na sessão de classificação. "Prefiro o sistema de uma hora e cada piloto escolhe o que faz." Planeja ainda mudanças para o ano que vem e a nova F-1 em 2006. "As equipes têm de entender que não dá para continuar como está até 2008."

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