Concorrentes ao título da F1 mostram frieza

A FIA colocou lado a lado, nesta quinta-feira no circuito de Indianápolis, os três pilotos que irão disputar o título nas duas etapas finais do Mundial de Fórmula 1: o GP dos Estados Unidos, cujos treinos livres começam sexta-feira (13 horas de Brasília), e o GP do Japão, 12 de outubro em Suzuka. No encontro com a imprensa, Michael Schumacher, Juan Pablo Montoya e Kimi Raikkonen mostraram frieza, como se não estivessem prestes a decidir o campeonato mais acirrado dos últimos anos."Para ser honesto, esse título tem ocupado espaço importante dentro de mim, porque se consquistá-lo terá sido o mais difícil", afirmou o alemão Schumacher, da Ferrari, que lidera a classificação com 82 pontos. O colombiano Montoya, da Williams, está em segundo lugar, com 79. E o finlandês Raikkonen, da McLaren, somou 75 até agora.Mas nenhum dos três deixou a diplomacia de lado. Nada de provocações. Quando perguntaram a Schumacher que estímulo ele teria para disputar o sétimo título da F1, o alemão respondeu: "Eu ainda estou pensando no sexto. Mas da forma como tenho prazer nisso tudo, acredito que permanecerei aqui por muitos anos ainda."Montoya falou de sua perspectiva para a prova: "Estar muito atento ao que Michael fizer e ao mesmo tempo não descuidar para que Kimi nos ultrapasse". Depois, o colombiano procurou explicar o que dissera no início da semana: "Na realidade, não afirmei que tenho necessariamente de vencer aqui para ter chances de ser campeão, mas terminar na frente de Michael e Kimi. Agora, se nós três formos os três primeiros, aí sim eu tenho de vencer."Raikkonen até hoje não terminou nenhum GP dos EUA, nas três edições da corrida. "É verdade. Mas isso já ocorreu em outras pistas e este ano, nesses mesmos circuitos, obtive resultados bem melhores", disse o piloto da McLaren.Mais jovem dos três, com 23 anos (Schumacher tem 34 e Montoya, 28), Raikkonen confirmou sua expectativa com relação ao desempenho da McLaren. "Estaremos mais próximos da Ferrari e da Williams do que em Monza, não há dúvida", garantiu.Aviso - Os companheiros dos três - Rubens Barrichello (Ferrari), Ralf Schumacher (Williams) e David Coulthard (McLaren) - não participaram do encontro com a imprensa. Mas de Londres o presidente da FIA, Max Mosley, mandou um recado a eles e aos diretores de seus times. "Não iremos aceitar ordens de equipe que interfiram no resultado final da competição. Se detectarmos qualquer evidência delas, os comissários analisarão o caso com atenção, assim como eu próprio acompanharei tudo."

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