Condenado por agressão, Sutil vê covardia de Hamilton

O alemão Adrian Sutil, que na última terça-feira foi condenado a 18 meses de prisão em regime de liberdade condicional após ter sido acusado de agredir e ferir com um copo um proprietário de uma equipe da Fórmula 1, afirmou nesta quarta que o inglês Lewis Hamilton foi um "covarde" por não ter testemunhado no julgamento realizado em um tribunal distrital de Munique nos últimos dois dias.

AE-AP, Agência Estado

01 de fevereiro de 2012 | 13h02

Sutil acabou recebendo a sentença e foi multado em 200 mil euros após ser acusado de provocar graves lesões corporais a Eric Lux, um dos donos da equipe Lotus, que até o ano passado utilizava o nome Renault na F1. O fato ocorreu em uma festa realizada dentro de uma boate em Xangai, no dia 17 de abril, após Hamilton vencer o GP da China.

Depois de cinco anos correndo pela Force India, Sutil perdeu o seu emprego após a temporada de 2011 e foi substituído na escuderia pelo seu compatriota Nico Hulkenberg, em dezembro. E, agora, ele se mostrou indignado com o fato de Hamilton ter se recusado a testemunhar no julgamento em Munique com a justificativa de que já possuía compromissos agendados com a McLaren.

Presente na festa realizada em abril passado, Hamilton poderia ter ajudado a inocentar Sutil, que garantiu que o ferimento provocado a Eric Lux foi completamente "sem intenção e acidental". Ferido com um copo pelo alemão, ele precisou levar mais de 20 pontos no pescoço por conta do incidente.

"Lewis é um covarde, eu não quero mais ser amigo de pessoas como ele", disse Sutil em entrevista ao jornal alemão Bild. "Para mim, ele não é um homem, mesmo que seu pai tenha me enviado uma mensagem de texto me desejando sorte no julgamento. Eu não recebi nada de Lewis. Ele mudou o seu número de celular. Eu não pude sequer encontrá-lo", acrescentou.

Após o primeiro dia do julgamento realizado em Munique, Sutil disse que "tentou de tudo" para evitar que o problema fosse resolvido fora dos tribunais. Em seguida, após ser condenado na última terça, o alemão disse que só queria derramar sua bebida em Lux na festa realizada em abril. Entretanto, os seus argumentos não foram aceitos pelo juiz do tribunal que o julgou.

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