Diego Azubel/EFE
Diego Azubel/EFE

Continente asiático sonha em ser 'cenário comum' na Fórmula 1

Ásia já recebe quase tantas provas quanto europeus e deve crescer

Gustavo Zucchi, O Estado de S. Paulo

27 Março 2015 | 08h10

Neste domingo, milhões de pessoas ao redor do mundo assistirão a uma cena que, segundo a tendência dos últimos anos, deverá ser cada vez mais comum na Fórmula 1: um Grande Prêmio disputado na Ásia. A corrida realizada em Kuala Lumpur, na Malásia, abrirá uma série de seis provas asiáticas, que culminará em Abu Dabi como última disputa do ano. Com a desistência da Alemanha, o continente terá apenas dois GPs a menos que a Europa, casa das escuderias e palco das pistas mais tradicionais da história da categoria.

Isto porque o GP da Coreia, que integrou brevemente o calendário para a temporada 2015, foi cortado antes da desistência de Nurburgring, que deixou a competição com apenas 19 corridas. Caso a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) tivesse optado por manter a corrida em Seul, os europeus teriam apenas uma prova a mais. 

Tirando o GP do Japão, que é figura carimbada na Fórmula 1 desde 1976 (e que logo em sua estreia viu o título de James Hunt, pela McLaren) todas as outras provas no continente remontam da década de 1990 para cá. O GP do Pacífico, disputado no Circuito Internacional de Okayama, foi a segunda corrida introduzida no calendário, e durou apenas duas temporadas (1994 e 1995, ambas conquistadas por Michael Schumacher, então na Benetton). Já a Malásia, palco da corrida deste final de semana, já tem 16 GPs em sua história.

Além de Japão e Malásia, Turquia (de 2005 a 2011), Cingapura (a partir de 2008), Índia (entre 2011 e 2013), Coreia do Sul (entre 2010 e 2013), China (desde 2004), Bahrein (também realizado há 10 anos) e Emirados Árabes (desde 2009) já receberam Grandes Prêmios. Nos anos 2000 apenas a Rússia ganhou sua própria prova na Europa (com Sochi em 2014).

E, mesmo sem o calendário para 2016 estar confirmado, o cenário deve favorecer ainda mais os asiáticos na disputa pelas sedes da Fórmula 1. A Coreia do Sul deve conseguir receber novamente uma corrida após o balde de água fria deste ano. O Azerbaijão, nação que se localiza na fronteira entre Ásia e Europa, será palco de seu Grande Prêmio na capital Baku (que deverá ser chamado de GP da Europa, apesar de se situar no 'meio do caminho' entre os dois continentes).

Já a Malásia, cujo contrato com a FIA se encerra este ano, está otimista para a renovação do GP para mais uma temporada. O promotor do evento, Razlan Razali, já declarou mais de uma vez que planeja brigar para manter Kuala Lampur na competição com uma exigência: que a prova passe a ser disputada na segunda metade da temporada, visando uma melhor preparação. Enquanto os europeus desistem da Fórmula 1, os asiáticos parecem bastante interessados na galinha dos ovos de ouro de Bernie Ecclestone.

Mais conteúdo sobre:
velocidade Fórmula 1

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.