Michel Euler/EFE
Michel Euler/EFE

Corrida de Silverstone pode acirrar revolta contra a Mercedes

Será a primeira vez que Red Bull e Ferrari vão cruzar seus caminhos com a Mercedes após julgamento sobre teste de pneus

Livio Oricchio - ENVIADO ESPECIAL, O Estado de São Paulo

26 de junho de 2013 | 21h47

SILVERSTONE - Pilotos, técnicos e dirigentes da Fórmula 1 voltam a se encontrar nesta quinta-feira, no circuito de Silverstone, para a disputa do GP da Grã-Bretanha, oitavo do campeonato. Será a primeira vez que Christian Horner, diretor da Red Bull, e Stefano Domenicali, da Ferrari, vão cruzar seus caminhos com o de Ross Brawn, diretor da Mercedes.

Horner e Domenicali se sentiram traídos com o teste de pneus realizado pela Mercedes para a Pirelli e protestaram na FIA O pior, segundo dizem, foi a escuderia alemã ser apenas advertida e proibida de participar do teste com jovens pilotos em Silverstone, no mês que vem: “Foram muito coniventes com a Mercedes no julgamento”, afirmou Horner.

Antes de os times se concentrarem totalmente na prova do fim de semana no veloz e lendário traçado inglês, cujos primeiros treinos livres começam amanhã, ainda repercute bastante no ambiente da Fórmula 1 o fato de a Mercedes ter realizado três dias de testes particulares, o que é proibido pelo regulamento, e praticamente não sofrer nenhuma punição.

Sabe-se que Horner e Domenicali expressaram a Ecclestone seu descontentamento com o desfecho do caso. Horner comentou: “Em Barcelona (GP da Espanha) eles fizeram 1.º e 2.º no grid e depois apenas um carro terminou nos pontos. Tiveram, provavelmente, a maior degradação dos pneus da corrida”. O jovem diretor da Red Bull expôs sua indignação com o que se passou na sequência: “No próximo GP (Mônaco) apresentaram a menor degração, mas ok, pode ter sido apenas coincidência”.

A Mercedes fez o seu teste de mil quilômetros no Circuito da Catalunha depois do GP da Espanha e antes da corrida de Mônaco. E para comprovar sua impressão de que o teste ajudou muito a equipe alemã, Horner completou: “Em Montreal (etapa seguinte a de Mônaco), eles não tiveram nenhum problema com os pneus de novo”.

Os três dias do GP da Grã-Bretanha podem tanto atenuar o clima ainda de revolta contra a decisão do Tribunal Internacional da FIA, de não impôr uma sentença dura a Mercedes, se o time sofrer com os pneus, como ajudar a crescer o descontentamento da Red Bull e Ferrari, em especial.

Se domingo, na corrida de Silverstone, Lewis Hamilton e Nico Rosberg, pilotos da Mercedes, mantiverem elevado nível de desempenho sem maior comprometimento dos pneus, como em Mônaco e em Montreal, ficará claro que o teste teve extrema importância para a Mercedes diminuir suas severas dificuldades com os pneus. E nesse caso Horner e Domenicali podem não ficar quietos.

A Pirelli distribuiu no GP da Grã-Bretanha pneus duros e moles. Sua previsão é de que haverá quatro pit stops ao longo das 52 voltas do espetacular circuito de 5.901 metros.

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