Coulthard nega complô com Hakkinen

O maior adversário de Michel Schumacher na luta pelo título, David Coulthard, da McLaren, fez questão de afirmar hoje, em Mônaco, que "não há ordem na equipe para Hakkinen favorecê-lo na disputa do campeonato." E o próprio Hakkinen confirmou não descartar ainda a possibilidade de ser campeão. "Tudo é possível na Fórmula 1", lembrou. Hakkinen tem apenas 4 pontos e está em 12º na classificação do Mundial.Enquanto na Ferrari a política de centralizar todos os esforços em Schumacher é clara, conforme ficou explícito no GP da Áustria, ainda na sexta etapa da temporada, na McLaren a filosofia é outra. "Coulthard venceu o GP da Bélgica, em 1999, e eu fiquei em segundo, enquanto era eu quem estava brigando mais seriamente pelo título", exemplificou Hakkinen. O finlandês, campeão em 1998 e 1999, ficou parado no grid em duas das seis etapas já realizadas, no Brasil e na Áustria.Coulthard confirmou que foi o companheiro que errou na largada na última corrida. "Podia ter acontecido comigo. Mika não seguiu o procedimento correto de acionar o sistema automático de largada." O escocês disse que o usará em Mônaco porque as suas vantagens são grandes. "Avançamos muito nesse recursos. Neste circuito largar bem é essencial para conseguir um bom resultado." Ele disse não temer ficar parado no grid como lhe ocorreu em Barcelona. "Naquele caso foi o sistema que falhou, mas, como falei, agora o desenvolvemos bem." Até mesmo alguma agressividade foi demonstrada por Coulthard ao abordar a declaração de Schumacher que o apontou como seu adversário para ser campeão. Apenas quatro pontos o separam do piloto da Ferrari, 42 a 38. Rubinho, terceiro, vem distante, 18. "Estou aqui para tentar tirar o melhor desse carro, que com certeza hoje não é o melhor da F-1", afirmou. "Qualquer outra coisa a respeito desse confronto com Michael é criação de jornalistas interessados em preencher parágrafos." Em contrapartida, Hakkinen viveu um momento de descontração ao apresentar aos amigos seu filho Hugo, de seis meses. Enquanto expunha, com orgulho, as bochechas gorduchas e vermelhas de Hugo, seus mecânicos colaram no carrinho do bebê que estava com Erja, a esposa, um adesivo com o nome do menino e a bandeira da Finlândia, como no cockpit da McLaren de Hakkinen. "Ele é que decidirá o seu futuro", comentou.Já o pai do jovem piloto inglês Jenson Button, da Benetton, sensação no Mundial do ano passado, disse que o barco adquirido por ele é o seu "brinquedo." Button comprou um iate no valor de quase US$ 2 milhões e o está usando como hotel, no porto de Mônaco, nos dias da prova. As críticas, até mesmo de Frank Williams, a seu ex-piloto, pela política de investir alto em bens como esse, para quem está apenas começando na F-1, ganhou a defesa de seu pai: "Há pilotos que compram até aviões, Jenson preferiu um barco." Flávio Briatore, diretor da Benetton, seu time atual, já está cobrando pesado melhor desempenho do seu piloto de 21 anos. Nas três últimas provas ele largou em penúltimo. "Lembro-me que um ano atrás comprei ingresso para assistir à corrida da arquibancada", declarou Button, na temporada passada, quando se preparava para disputar o GP da Grã-Bretanha.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.