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Coulthard prepara adeus em Interlagos

Ele já foi chamado de "Peregrino do Amor." Também tem a fama de ser o último romântico da Fórmula 1. E, para a tristeza de muitas de suas fãs no mundo todo, já que no seu passaporte sentimental há carimbos de várias nacionalidades, o Romeu das pistas, David Coulthard, pode estar disputando neste domingo, em Interlagos, sua última corrida de Fórmula 1.Para os que curtem, mesmo à distância, relacionamentos entre homens elegantes, de fino gosto, educados como poucos, milionário, e lindas mulheres, Coulthard é um legítimo herdeiro da dinastia de Gerhard Berger, ídolo de mais de uma geração de namoradores eméritos. Evidência viva de que amor e tecnologia não se excluem na Fórmula 1. "Eu não tenho por que esconder. Não tenho contrato com nenhuma equipe", afirma. Como sempre fez na carreira, Coulthard sabe se vender como poucos, também a exemplo do mestre. "Há uma vaga na Williams, e se existe um candidato com credenciais para ocupá-la sou eu", disse em Interlagos.Acenou até com um fato que contraria seus dogmas religiosos, assimilados na Escócia, onde nasceu há 33 anos: investir dinheiro para permanecer na Fórmula 1. "Estou surpreso com o enorme interesse de empresas que me procuraram. Como corro pela McLaren há nove anos e lá os pilotos não fazem esse tipo de negócio, estava desatualizado." Voltou a falar de si próprio, a fim de que suas palavras cheguem a Frank Williams: "Já fiz pole positions, venci corridas, tenho muita experiência em desenvolver o carro, pneus." Sua trajetória na Fórmula 1 é extensa. Começou ainda em 1994, como substituto de Ayrton Senna na Williams, mas em 1996 se transferiu para a McLaren, onde bateu o recorde de longevidade de permanência numa equipe: nove temporadas. Cederá seu lugar para Juan Pablo Montoya.Começou como um coadjuvante de Berger, despretensioso, mas a precisão com que seguia seus passos demonstraram logo ser um digno sucessor do austríaco nas passarelas dos paddocks dos autódromos.Desfilou com modelos de vários cantos do mundo, todas maravilhosas, como a norte-americana Heidi Wichlinski, a canadense Andrea Murray e Simone Abdelnour, de São Paulo, que parece ter conquistado seu coração, embora não tenha sido vista nas pistas ultimamente. Coulthard pode até não estar no grid do GP da Austrália, dia 6 de março de 2005, mas sua cortesia, profissionalismo e encanto por mulheres capazes de fazer o paddock parar permanecerão vivos por muito tempo, a exemplo do mestre também.

Agencia Estado,

24 de outubro de 2004 | 09h22

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