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Covas promete assinar contrato de concessão do Autódromo de Interlagos em março

Prefeito acredita que ajuda de parceiro na manutenção do local será fundamental para manter o GP em São Paulo

Felipe Rosa Mendes e Mateus Fagundes, Estadão Conteúdo

25 de junho de 2019 | 17h42

Em meio às discussões sobre o futuro da Fórmula 1 no Brasil, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), afirmou nesta terça-feira que mantém a previsão para assinatura da concessão do Autódromo de Interlagos. A concessão já foi aprovada na Câmara dos Vereadores e agora está na fase de audiência pública para montagem de edital.

"Em março, a gente assina (a concessão)", afirmou o prefeito, ao lado do governador João Doria (PSDB), do diretor executivo da Fórmula 1, Chase Carey, e do promotor do GP do Brasil, Tamas Rohonyi. "Esse é o cronograma com o qual a prefeitura trabalha para poder avançar na concessão e ter um parceiro privado ajudando a fazer a manutenção daquele espaço para fazermos um evento ainda maior e ainda mais bem organizado."

O prefeito defendeu o gasto anual de R$ 40 milhões para manter o autódromo. "Não estamos vendendo uma ideia, e sim uma realidade. Mas claro que temos um limite para isso. São R$ 334 milhões que o GP do Brasil movimentou na cidade no ano passado. Vamos fazer tudo o que está a nossa disposição, dentro da legalidade, para manter o evento", declarou.

Sem entrar em detalhes sobre a futura assinatura da concessão, Covas exaltou a iniciativa, que substituiu a ideia de privatização, e recebeu o apoio do governador, que aproveitou a oportunidade para provocar a concorrência do Rio de Janeiro.

"Se há uma coisa que nós sabemos fazer é funding [levantar fundos e recursos] no setor privado. É só ver o Museu da Independência, em São Paulo, e o Museu Nacional do Rio de Janeiro: por aí você vê qual é o caminho. Um está nas cinzas e o outro está com R$ 220 milhões em conta", afirmou, ao comparar a gestão das duas instituições.

O museu carioca, que sofreu grave incêndio em setembro do ano passado, tem gestão federal, ligada à Universidade Federal do Rio de Janeiro. O Museu da Independência é gerido pelo governo do estado de São Paulo.

A provocação se refere à disputa entre São Paulo e Rio de Janeiro para receber a etapa da F-1 a partir de 2021 - a capital paulista tem contrato com a categoria até 2020. No caso, a ideia era questionar a capacidade do Rio e do governo federal, que tem demonstrado forte apoio pela iniciativa carioca, na gestão em parceria com entes privados. O Rio conta com a construção de um novo autódromo, com recursos somente privados, para poder voltar a receber as corridas da F-1.

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