Cristiano da Matta vence em Fontana

No Show do Milhão da Fórmula Indy, Cristiano da Matta levou a melhor. Com o campeonato já decidido, o principal interesse que restou para as 500 Milhas de Fontana, última corrida da temporada, disputada neste domingo, foi o prêmio de US$ 1 milhão. E o piloto brasileiro da equipe Newman-Haas o embolsou, vencendo a prova. Com esta terceira vitória, segunda consecutiva, Cristiano termina o ano em quarto lugar, com 141 pontos, empatado com Hélio Castro Neves. À frente deles, o campeão brasileiro Gil de Ferran (200), o sueco Kenny Brack (163) e o norte-americano Michael Andretti (147). Cristiano teve uma acirrada disputa com o italiano Max Papis nas voltas finais. Tinha inclusive sido ultrapassado. Mas por completar a volta anterior em primeiro, manteve-se em primeiro quando, por causa de um acidente do neozelandês Scott Dixon, a prova foi interrompida. A bandeira amarela durou até o final, garantindo-lhe a vitória. E a celebração do ator Paul Newman, sócio-proprietário da sua equipe, que erguia os braços no box. Papis terminou em segundo, com Alex Tagliani em terceiro, Bruno Junqueira em quarto, Tony Kanaan em quinto e Gil de Ferran em sexto. Hélio Castro Neves, da Penske, abandonou na 86.ª volta, terminando mal uma temporada que começou bem - ele chegou a liderar o campeonato e pensar no título -, mas piorou muito nas últimas corridas. "O final de semana não era para o pessoal da Honda", disse ele, referindo-se ao fato de vários motores da montadora japonesa terem estourado. Foi assim com os carros de Paul Tracy e Dario Franchitti, ambos da equipe Green. Uma explicação pode ser o fato de que a Honda não usará mais o motor atual no ano que vem, já que estreará um modelo novo. E, espera-se, muito bom. "O carro estava bom. Mudamos tudo de manhã e estava dando certo", lamentou Helinho, que, apesar de tudo, avaliou de forma positiva seu segundo ano na Penske: "Foi um ano bom, cresci bastante, tinha tudo para ganhar o campeonato. Se não ganhei, é porque tinha algo mais para aprender. Vamos ver se no ano que vem dá outro brasileiro, só que não o Gil." Gil de Ferran, seu companheiro de equipe, sagrou-se bicampeão em Surfer?s Paradise, no outro domingo. Outro brasileiro que vinha bem na corrida e abandonou com o motor quebrado foi Roberto Moreno, da Patrick, que pareceu bem mais chateado que Helinho: "O carro estava fantástico, meu engenheiro acertou desta vez. Se eu quisesse liderar desde o começo, podia ter feito, mas não fiz isso para economizar. Estava tudo certinho... Espero poder usar isso no ano que vem." Ao contrário de Helinho, que tem mais um ano de contrato com a Penske, Moreno ainda não sabe se continuará com a Patrick, equipe que talvez tenha um único carro na próxima temporada, por falta de patrocínio, e que está de olho num promissor piloto norte-americano: Townsend Bell, campeão da Indy Lights.

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