Diego Azubel/Efe
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Currículos de Hamilton e Vettel fazem Fórmula 1 ser histórica em 2018

Temporada começa neste fim de semana, na Austrália, como a primeira da história a reunir dois tetracampeões no grid

Ciro Campos, Felipe Rosa Mendes, O Estado de S. Paulo

22 Março 2018 | 21h29

A temporada 2018 da Fórmula 1 começa no fim de semana, na Austrália, e já entra para a história do esporte antes mesmo da primeira largada do ano. A categoria terá o inédito confronto direto entre dois tetracampeões contemporâneos. O inglês Lewis Hamilton, da Mercedes, e o alemão Sebastian Vettel, da Ferrari, são novamente os principais favoritos.

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Os dois maiores vencedores da Fórmula 1 atual esperam fechar 2018 com o pentacampeonato e a aparição em um rol bastante seleto. Quem vencer vai ultrapassar o francês Alain Prost na lista dos tetracampeões e igualar o argentino Juan Manuel Fangio. O campeão só ficaria atrás do heptacampeão Michael Schumacher.

"Tem sido uma grande experiência poder competir com Sebastian, ele é tetracampeão, o maior número que algum piloto atual já conseguiu. Será um ano empolgante para os fãs de Fórmula 1", comentou Hamilton na primeira entrevista coletiva no ano. O inglês conseguiu igualar o número de títulos do alemão ao conquistar a temporada 2017.

Vettel encara o campeonato como a chance de recuperar o espaço perdido, pois desde 2013 ele não é campeão. "Meu objetivo agora é ganhar com a Ferrari e superar quem é o melhor indiscutivelmente. Estou certo de que as estatísticas mostram o quanto Lewis é um dos melhores", afirmou.

A primeira corrida do ano deve indicar qual equipe está mais forte depois dos testes de pré-temporada. Para o brasileiro Felipe Massa, que deixou a categoria no fim do ano passado, a favorita será a escuderia alemã. "Pelo que vi da pré-temporada, a Mercedes deve continuar dominando a categoria", disse ao Estado. A equipe ganhou os quatro últimos campeonatos de construtores.

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Os dois protagonistas da categoria vão ter alguns azarões como adversários extras na busca pelo pentacampeonato. Terceiro colocado em 2017, o finlandês Valtteri Bottas vai mais confiante para a segunda temporada no cockpit da Mercedes, enquanto o finlandês Kimi Raikkonen, da Ferrari, também busca atrapalhar os favoritos.

A lista de quem espera surpreender tem ainda os jovens pilotos da Red Bull. O australiano Daniel Ricciardo conseguiu uma vitória no ano passado e o holandês Max Verstappen tenta se transformar de promessa da categoria em campeão. "O carro comparado ao último ano definitivamente teve melhoras. Certamente todo mundo também evoluiu e, pelo meu sentimento pessoal, temos um carro forte e competitivo", afirmou Max.

A temporada termina em novembro, após 21 corridas. A novidade neste ano é a inclusão do GP da França, que volta à categoria depois de dez anos. A prova será disputada em Paul Ricard em vez de Magny-Cours, onde foi realizado na última vez. Por outro lado, a Malásia está fora do calendário. 

Para as equipes, a mudança mais complicada será a redução no número de motores ao longo da temporada. Neste ano, elas terão três unidades de potência ante quatro para 20 corridas, em 2017. Pilotos que precisarem de motores adicionais vão sofrer punições que, nesta temporada, serão mais simples. Perdas de 15 ou mais posições levarão o carro direto para o fim do grid na largada.

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Felipe Rosa Mendes, O Estado de S. Paulo

22 Março 2018 | 21h27

A nova temporada da Fórmula 1 terá mais tipos de pneus e menos motores à disposição das equipes e pilotos para o campeonato que terá início neste domingo, com o GP da Austrália, em Melbourne. Mas nenhuma destas mudanças chamará tanto a atenção do público quanto o chamado “Halo”, a proteção instalada sobre o cockpit para aumentar a segurança dos pilotos.

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Testada por diversas equipes ao longo de 2017, a proteção enfim se tornará permanente em todos os carros do grid. O dispositivo, que forma um arco sobre a cabeça do piloto, gerou polêmica e resistência desde os seus primeiros esboços. O alemão Sebastian Vettel, da Ferrari, e o espanhol Fernando Alonso, da McLaren, aprovaram, enquanto o holandês Max Verstappen, da Red Bull, reclamou.

Atual campeão, o inglês Lewis Hamilton gostou da maior segurança. Porém, criticou o visual dos carros. E disse que o “Halo” deve atrapalhar a identificação dos pilotos por parte do público. “Vai ser meio inútil agora cuidar da pintura dos capacetes”, disse o tetracampeão da Mercedes, referindo-se às constantes mudanças de cores promovidas pelos pilotos da F-1.

Outra mudança no carro será o fim da “barbatana” estendida na parte traseira do carro. A organização da F-1 acabou com a brecha no regulamento técnico que permitia este dispositivo, agora ausente.

Mais visualmente, os fãs vão perceber mais duas cores na lista dos pneus fornecidos pela Pirelli. Para este ano, a empresa criou os pneus hipermacios, de cor rosa, e os superduros, que serão laranja. Os compostos duros, que tinham esta cor, agora serão azuis. Ambos serão para a pista seca. Há ainda os ultramacios (roxo), os supermacios (vermelho), o macio (amarelo) e o médio (branco).

Para as equipes, a mudança mais complicada será a redução no número de motores. Neste ano, elas terão três unidades de potência para 21 etapas, contra quatro para 20 corridas, em 2017. Pilotos que precisarem de motores extra sofrerão punições, que nesta temporada se tornarão mais simples. Perdas de 15 ou mais posições levarão o carro direto para o fundo do grid na largada.

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