Curso em Interlagos pretende formar até diretor de prova

A iniciativa dos organizadores do GP do Brasil de Fórmula 1 tem o apoio técnico e financeiro da FIA

Livio Oricchio, O Estado de S. Paulo

26 de janeiro de 2008 | 16h07

Bandeirinha, comissário de box, de pista, fiscal no grid, integrante da equipe de resgate, membro do grupo médico especializado, técnico no combate a fogo, comissário técnico, desportivo e até diretor de prova. Quem desejar exercer qualquer dessas funções nas corridas de automóvel, até mesmo na Fórmula 1, poderá inscrever-se no curso que, já a partir de fevereiro, começa a funcionar em Interlagos. A iniciativa dos organizadores do GP do Brasil de Fórmula 1 tem o apoio técnico e financeiro da própria Federação Internacional de Automobilismo (FIA). "Ao longo desses anos todos, desenvolvemos importante know how em corridas no seu nível máximo", diz o promotor e organizador do GP do Brasil de Fórmula 1, Tamas Rohonyi. "O nosso projeto vai ao encontro dos planos da FIA de criar um centro de excelência para formar interessados em atuar em todas as áreas necessárias nos autódromos", explica Rohonyi. "O curso, chancelado pela entidade, também receberá gente de outras nações da América Latina, conforme designou a FIA. Outro desses centros será criado na Ásia, continente que já recebe as principais competições internacionais da FIA para, nesse caso, utilizar pessoal local nas disputas. Alfredo Tambucci, responsável pela coordenação da equipe que trabalha no GP do Brasil de Fórmula 1, e um dos criadores do modelo de organização que levou em 2006 a FIA a dar ao evento a nota máxima, é o encarregado de gerenciar o curso. Tudo seguirá o padrão FIA, que enviará a São Paulo vasto material, bem como alguns de seus técnicos. Os ensinamentos médicos, tanto o de atendimento na pista como a supervisão geral dos serviços, serão orientados pelo doutor Dino Altman, já delegado médico do GP do Brasil de Fórmula 1.  "O projeto seguirá o que se faz no Circuito de Paul Ricard, na França. O centro de formação de São Paulo será o primeiro fora da Europa", afirma Chico Rosa, administrador de Interlagos. "No começo, funcionará em salas da área de escritórios do autódromo, mas deverá transferir-se, em definitivo, para o setor que será construído em baixo das novas arquibancadas", disse Chico Rosa. "A iniciativa permitirá que o grupo que já atua nos eventos realizados no País possa se desenvolver mais, atualizar-se regularmente, e também renovar o quadro de todos os que exercem essas funções", comenta Rohonyi. A Interpro, promotora do GP do Brasil e do curso, bancará 70% do investimento anual, de US$ 100 mil. Os outros 30% virão da FIA.

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