Da Matta evita falar em favoritismo

A Lola/Toyota de Cristiano da Matta estava tão bem acertada para o GP de Monterrey, México, domingo, na abertura da temporada da Cart, que nem o choque com o carro de Shinji Nakano e nem as zebras do circuito ameaçaram a vitória. Nesta segunda-feira, o piloto mineiro passou o dia dando entrevistas ainda na cidade mexicana e na terça estará em Belo Horizonte, onde vai descansar alguns dias. "Deu tudo certo. Eu já tinha passado de bicicleta sobre as zebras e sabia que se o carro estivesse bom, eu poderia passar por elas. Não deu outra", revelou o brasileiro. Na 37ª das 85 voltas previstas para a corrida, Cristiano não conseguiu desviar de uma manobra errada do retardatário Shinji Nakano. O spoiler dianteiro do carro do brasileiro ficou parcialmente solto. "Com isso, eu perdi alguma aderência. O carro passou a sair um pouco de frente. Mas não chegou a comprometer o rendimento. Tomei mais cuidado e fui em frente. Nem pensei em parar no box", disse o piloto, que lidera o campeonato com 21 pontos. Cristiano ganhou três corridas seguidas pela Newman Haas. Venceu as duas últimas da temporada de 2001 - Surfer?s Paradise e Fontana - e a primeira prova do campeonato de 2002. Mas, por enquanto, ele julga que é cedo para dizer se a equipe de Paul Newman e Carl Haas já pode ser considerada a substituta da Penske, que trocou a Cart pela IRL. Não fosse um pequeno erro no box durante o terceiro pit stop e Christian Fittipaldi poderia ter superado Dario Franchitti, garantindo o segundo lugar da prova e compondo a dobradinha da Newman Haas com Cristiano da Matta. "Todas as equipes têm altos e baixos. A Chip Ganassi ganhou quatro campeonatos seguidos e depois foi a vez da Penske que foi bicampeã em 2000 e 2001. Agora a temporada está no início. As chances são de todos", avaliou Cristiano. Nesta segunda-feira, Cristiano passeou pela cidade de Monterrey em companhia do pai Toninho da Matta, que ex-campeão brasileiro de turismo, da mãe Marilu e do irmão Gustavo, que desenha seus capacetes. O piloto brincou com os jornalistas mexicanos dizendo que depois de vencer duas vezes no mesmo circuito, ele já pensa em alugar uma casa na cidade. Os mexicanos adoraram quando Cristiano entrou na sala de imprensa, domingo, com um chapéu de palha típico da região em vez do boné da equipe. O piloto esteve duas vezes em Monterrey, no começo do ano, para ajudar a promover a corrida. Esta foi a primeira vez que a Cart permitiu o uso do controle de tração em uma prova. Para Cristiano, o comportamento do carro quase não mudou, principalmente porque o sistema ainda não está bem desenvolvido. "Em minha opinião, a única vantagem do controle de tração foi reduzir o desgaste dos pneus traseiros e facilitar a constância nas voltas. Eu consigo andar na mesma velocidade, mesmo sem esse recurso", afirmou. Cristiano é contra o uso do controle de tração, embora reconheça que é difícil fiscalizá-lo. "Eu não aprovo nenhum dispositivo que facilite a pilotagem.". Como a próxima etapa da Cart só será disputada no dia 14 de abril, em Long Beach, Cristiano virá ao Brasil para descansar e resolver alguns assuntos particulares. Seu próximo compromisso com a equipe será nos dias 26 e 27, em Homestead, quando ele fará dois dias de testes com o carro acertado para o circuito oval. "Se o carro estiver bem, já poderei ficar tranqüilo quanto às provas nesse tipo de pista."

Agencia Estado,

11 Março 2002 | 16h48

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