Da Matta vence e dispara na Cart

A Fórmula Indy/Cart também tem o seu Michael Schumacher. É o mineiro Cristiano da Matta, que neste domingo, em Toronto, obteve sua quarta vitória seguida, a quinta na temporada e a sétima em dez provas. Numa categoria que tem o equilíbrio como bandeira, Da Matta está desequibrando. Ganhou a prova canadense de ponta a ponta, liderando as 112 voltas com facilidade de dar inveja. Após oito etapas, soma 118 pontos, 48 a mais que o segundo colocado no campeonato, o também mineiro Bruno Junqueira, que não pontuou em Toronto. O triunfo de Cristiano representa um recorde. Ele iguala a marca de quatro vitórias consecutivas na categoria, até neste domingo privilégio apenas do americano Al Unser Jr. (1990) e do italiano Alessandro Zanardi (1998). Detalhe: em Toronto, coube a Zanardi, que recebeu várias homenagens na primeira vez que foi a uma corrida depois do acidente em que perdeu as pernas, em setembro passado, dar a bandeira verde, marcando o início da prova, e a quadriculada. Ambas para Cristiano, pois o mineiro também largou na pole. O piloto, claro, festejou bastante a vitória. Mas alegria mesmo sentiu quando soube que Emerson Fittipaldi, horas antes, o havia apontado como o próximo brasileiro campeão na F-1. "Nossa! É o maior elogio que já recebi. Fico honrado. É bom demais??, disse Cristiano, que tenta um lugar na categoria, já testou pela Toyota, acha que tem alguma chance -embora pequena -, mas avisa. "Só vou para a F-1 se tiver condições de vencer. Do contrário, fico aqui. Estou ganhando porque tudo na equipe funciona. Agora quanto melhor eu andar aqui, mas chance terei de ir para lá??, entende o piloto, que venceu sua nona corrida na Indy. Neste domingo, Da Matta foi o dono das ruas do circuito Exhibition Place. Na largada, manteve a primeira posição, seguido por Paul Tracy e Junqueira. A partir daí, foi só abrindo sua diferença para o canadense: 4s043 na 10ª volta; 7s370 na 20ª; 10s397 na 45ª. Nos pits, saiu sempre à frente do rival. A prova teve sua primeira bandeira amarela no giro 62, quando o carro de Tony Kanaan apresentou problemas mecânicos antes da curva 1. Fim de prova para o brasileiro da MoNunn. Todo mundo no pit, Da Matta voltou com três carros entre ele e Tracy. Logo após a relargada, o canadense rodou e caiu para 10º. Pouco depois, abandonaria com problemas no freio. Então, o adversário de Cristiano passou a ser o sueco Kenny Brack, da Chip Ganassi. Aconteceram duas outras bandeiras amarelas, mas a situação se repetiu. Nem mesmo nas relargadas o sueco ameaçou o brasileiro, que completou a prova em 2h06min19s372, com vantagem de 4s398 sobre o rival. O companheiro de Cristiano na Newman-Haas, Christian Fittipaldi, fez ótima corrida e completou o pódio, em terceiro, com 11s357 de desvantagem. "Não daria para alcançar o Cristiano no final e optei por correr pensando nos pontos??, afirmou Christian. Terminada a corrida, Cristiano recebeu um abraço do ator Paul Newman, sócio da Newman-Haas. "Ele não vinha às corridas porque achava que era pé-frio. Mas foi a Chicago e eu ganhei; aqui ganhei também. Então disse a ele que a maldição acabou??, falou o mineiro. Além de Tony, outro brasileiro, Junqueira, da Chip Ganassi, não completou. Ele era sexto quando, na volta 92, foi atropelado por Townsend Bell, que era retardátário. "É incrível, o Bell me tirou da corrida. Eu ainda não acredito. Não é possivel??, disse, quase 20 minutos depois do acidente.A próxima etapa da Indy é no domingo, em Cleveland.

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