Dacar: com Jean, boas chances nas motos

O Brasil terá um representante na elite do maior rali do mundo, o Dacar, com largada em Lisboa, no dia 31: é Jean Azevedo, que participará pela oitava vez da prova. Na categoria das motos, que tem 240 inscritos, Jean foi eleito pela organização como um dos oito favoritos na conquista do título. O piloto de 31 anos, da equipe Petrobras/Lubrax, teve o melhor desempenho em 2003, quando ficou em quinto no geral. Nesta edição 2006, Jean terá uma das 15 melhores motos do mundo, como as dos pilotos da equipe oficial da KTM, a mais forte no seguimento de rali. ?Acho que nunca tivemos uma estrutura e um equipamento tão bons quanto este ano?, diz, confiante. Apesar disso, o piloto prefere não pensar em favoritismo. ?É difícil falar isso. Teremos uns 20 pilotos que estão em um bom nível competitivo. Posso um dia chegar em primeiro e no outro ser o 20.º. Não acho que exista um favorito?. Pilotar uma das 15 melhores motos do mundo não pressiona Jean. ?Não me importa o que dizem os outros. A pressão de fora não altera em nada o que penso. Este ano, mesmo com uma moto melhor, vou correr como sempre, tentando não errar e fazendo meu melhor. Se chegar em décimo e tiver a certeza de que fiz o melhor, estarei feliz. Vou saber que outros nove foram melhores. O que me deixa bravo é quando erro e aquele erro me prejudica?. Segundo Jean, os maiores favoritos no Dacar são europeus. ?Franceses e italianos são muito fortes. Mas hoje eles já me conhecem, já conhecem o nome do Brasil no rali ? não só por minha causa, mas pelo Klever (Kolberg) e pelo André (Azevedo). Aos poucos fomos evoluindo e hoje o Brasil é respeitado, sim?, ressalta. Nos carros, Klever Kolberg estará em sua 19ª participação. Em 2005, foi 16.º com Lourival Roldan. Com objetivo de chegar entre os dez primeiros, o veterano escolheu como navegador Eduardo Bampi, com quem compete desde outubro. ?O Eduardo é muito inteligente. Este ano praticamente foi banido o GPS e vamos usar a bússola para nos localizarmos. Ele é muito rápido. Decidi mudar de navegador porque dá uma força motivadora maior?, declara Klever, de 35 anos, sobre Eduardo, de 25. Outro estreante na equipe é o navegador Maykel Justo, também de 25, que estará ao lado de André Azevedo e do checo Mira Martinec nos caminhões. ?Dá aquele frio na barriga, mas na hora em que eu colocar o capacete e entrar no caminhão, tudo vai passar e vai parecer uma competição comum?, diz. A equipe tem expectativa de chegar ao pódio ou até vencer o Dacar. ?Em 2003, ficamos em segundo. Este ano, com o caminhão Tatra (da República Checa), as expectativas são ótimas. É um bom caminhão?, analisa André. Apesar disso, o piloto espera uma edição mais equilibrada. ?O limite de velocidade agora é de 150 km/h, o que vai nivelar muita gente?, conclui.

Agencia Estado,

20 de dezembro de 2005 | 17h45

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