Das cinco mulheres que passaram pela Fórmula 1, apenas uma pontuou

Participação feminina teve resultados ruins, exceto pela italiana Lella Lombardi, destaque em 1975

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

08 de março de 2014 | 17h02

SÃO PAULO - Pelo menos em termos comparativos, se as novatas Susie Wolff e Simona de Silvestro chegarem a largar na Fórmula 1, não vão precisar fazer muito para superar as cinco mulheres antecessoras na categoria. Poucas oportunidades e resultados ruins atrapalharam o desempenho delas. Juntas, as mulheres se inscreveram para participar de 30 GPs, mas só conseguiram largar na metade deles. As três últimas candidatas, por exemplo, falharam nas tentativas de se classificar para o grid.

A pioneira foi a italiana Maria Teresa de Filippis. Em 1958, ganhou a oportunidade de guiar uma Maserati em quatro provas. Na primeira delas, em Mônaco, não alinhou para largar, mas na segunda oportunidade, na Bélgica, a piloto obteve o melhor resultado da carreira: chegou em décimo lugar. Maria Teresa largou o automobilismo para se dedicar ao casamento.

Anos depois, a Fórmula 1 chegou a ter duas mulheres simultaneamente na lista de pilotos. A italiana Lella Lombardi esteve na categoria entre 1974 e 1976, ano em que a britânica Divina Galica iniciou as tentativas para disputar uma corrida. Lella foi a única a ter marcado pontos na categoria, ao terminar em sexto lugar o GP da Espanha de 1975. Ao todo, a italiana participou de 12 corridas. A sua contemporânea tentou largar três vezes, mas não conseguiu tempo para fazer parte do grid.

CHANCE ÚNICA

Em 1980, a Williams deu à sul-africana Desire Wilson uma única oportunidade de tentar correr na Fórmula 1. A piloto falhou – ficou fora do grid do GP da Grã-Bretanha e nunca mais recebeu chances. Anos depois, a já quase falida equipe Brabham iniciou a temporada de 1992 cercada de expectativas pela presença da italiana Giovanna Amati, que colocou a escuderia novamente sob os holofotes.

Nas três primeiras corridas do ano, a piloto teve desempenho pífio. Ela chegou a ser 11 segundos mais lenta do que o pole position e passou longe de ser rápida o suficiente para garantir uma vaga no grid. Demitida, a italiana cedeu lugar ao inglês Damon Hill.

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