André Penner/AP
André Penner/AP

De melhor motor à piada na F-1, Honda briga contra os vexames

Alonso e Button sofrem nas provas, mas promessa é de mudanças

Almir Leite, O Estado de S. Paulo

15 Novembro 2015 | 07h00

A Honda já teve o que era disparado o melhor motor da Fórmula 1. E formou uma parceria inesquecível com a McLaren, como nos três títulos mundiais conquistados por Ayrton Senna em 1988, 1990 e 1991. Mas atualmente, vive um drama. Não é exagero dizer que seu propulsor é um dos piores, senão o pior, da categoria. A consequência é que, na mesma McLaren, um bicampeão do mundo, o espanhol Fernando Alonso, passa um vexame atrás do outro.

Em Interlagos, Alonso tem colecionado dissabores. Na sexta-feira, pouco andou antes do motor abrir o bico. No treino classificatório do sábado foi pior. Ele sequer pôde completar uma volta, quando recebeu a ordem de estacionar, pois o motor não tinha potência.

A situação causa grande constrangimento na Honda - no México, por exemplo, o espanhol comparou o propulsor aos utilizados na GP2 para expressar a falta de potência. E cria situações embaraçosas.

Após  o treino que definiu o grid, o chefe da Honda, o engenheiro Yasuhisa Arai, foi bombardeado com perguntas sobre os problemas do motor. E não sabia o que dizer. "Estamos investigando. Não sabemos o que aconteceu'', disse, sobre o fracasso do treino do espanhol.

Arai explicou que mandou Alonso parar porque foi constatado um aumento inesperado da temperatura da água no motor. E admitiu. "É frustrante demais. A gente trabalha muito para dar um equipamento confiável aos pilotos (o espanhol e Jenson Button) e não estamos conseguindo. Temos de continuar buscando solução.''

Como Alonso vai largar em último no GP do Brasil e Button é apenas o 16º colocado, Arai não descarta trocar os motores dos carros. Afinal, penalizações não farão muita diferença, nem em Interlagos nem em Abu Dabi, na última etapa do ano.

Fernando Alonso já entregou os pontos e só espera, ou melhor exige, que a Honda entregue um motor decente à McLaren em 2016. "Espero que consigamos aprender com os erros, que se investigue profundamente o que está acontecendo, para que esses erros não se repitam na próxima temporada'', cobra.

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