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Miguel Schincariol/AFP
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De olho em 2016, Red Bull testa novo motor, mas não se empolga

Renault admite que troca tirou Ricciardo da zona de pontuação

Guilherme Moraes, Especial para o Estado, O Estado de S. Paulo

15 de novembro de 2015 | 19h06

Largando em 19º lugar após trocar componentes no motor de sua Red Bull, Daniel Ricciardo não tinha uma das tarefas mais fáceis no GP do Brasil disputado neste domingo, 15, em São Paulo. O australiano contava com uma estratégia de apenas duas paradas, mas foi surpreendido pelo grande desgaste dos pneus e terminou fora da zona de pontuação. Para piorar, não viu grande evolução no desempenho do carro.

Antecipando o planejamento para a próxima temporada, a fabricante Renault aplicou 11 das 12 fichas de desenvolvimento de que dispõe no carro de Ricciardo neste domingo. A ideia era compensar as dez posições que o piloto perdeu no grid de largada com uma estratégia de apenas duas trocas de pneu.

A equipe só não contava com o grande desgaste imposto pela pista de Interlagos, totalmente recapeada no ano passado, obrigando a maioria dos pilotos a fazer três paradas nos boxes. No dia anterior, Nico Rosberg já havia criticado o asfalto do autótromo José Carlos Pace.

Apesar do novo motor, Ricciardo não se empolgou após terminar a corrida em 12º (subindo para 11º após a desclassificação de Felipe Massa). "Corremos em um ritmo muito parecido com os carros ao nosso redor", disse. "Algumas partes da corrida foram um pouco chatas, embora eu tenha disputado a posição com Sergio Pérez por algumas voltas."

No dia anterior, o piloto já havia afirmado que não notou nenhuma melhoria no motor. A Renault, por outro lado, aprovou o desempenho da nova unidade de potência. "Os novos componentes funcionaram bem em termos de confiabilidade. Mas sabemos que ainda há trabalho para extrair a melhor performance", avaliou o gerente de operações de pista da fabricante, Matthieu Dubois, que também admitiu que a mudança tirou Ricciardo da zona de pontos.

Há alguns meses, Red Bull e Renault vivem uma "guerra fria" por conta do fraco desempenho do motor ao longo desta temporada. O chefe da equipe, Christian Horner, chegou a criticar abertamente a fornecedora em entrevistas e já se especulou que outras fabricantes, como Mercedes ou Honda, acertariam com o time austríaco para a próxima temporada.

O rumor de que a parceria estaria com os dias contados cresceu mais ainda depois que a Renault iniciou o processo de compra da equipe Lotus, já para o campeonato do ano que vem. Nas últimas semanas, porém, houve uma reaproximação entre a Red Bull e a fabricante francesa, que passaria a fornecer os motores em 2016 por meio uma empresa intermediária.

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