De olho na F1, Helinho virá ao Brasil

Depois de vencer no oval de Phoenix a segunda etapa da IRL (Indy Racing League), no último domingo, Hélio Castro Neves refez seus planos para o final do mês. "Vou para São Paulo assistir ao GP do Brasil de Fórmula 1 e espero conversar com algumas equipes. Se quiser correr de F1, tenho de apressar meus contatos. Acho que tenho mais uns dois anos para tentar isso", afirmou o piloto brasileiro da Penske. Antes de vir para o Brasil, Helinho correrá domingo em Fontana, na terceira corrida do ano. Suas previsões para a prova de 400 milhas são incertas. "É um oval fácil, que dá para fazer de pé embaixo. Não tem mais o que tirar do carro. Os motores vão comandar essa corrida. Por isso, os carros equipados com Infiniti Nissan são favoritos para a pole. Mas a corrida é longa. Tudo pode acontecer." Essa também é a opinião de Felipe Giaffone, da equipe Mo Nunn, que, a exemplo de Helinho, usa motor Chevy. "Os Nissan vão andar muito nos treinos". O brasileiro, que não terminou a prova de Phoenix porque foi prensado por Buddy Lazier e George Mack, acha que "há um grupo de pilotos novos que ainda não pegou a mão da IRL". Helinho diz que a conquista em Phoenix foi importante para a Penske. "Uma vitória na segunda corrida dá um novo ânimo. Os americanos gostam muito de corridas em ovais. Por isso, a repercussão da vitória foi ótima. Só o público não correspondeu. Foi pequeno." O grande momento da prova foi a 15 voltas do final, quando terminou a sexta e última bandeira amarela. Gil de Ferran, seu companheiro na equipe Penske, estava na frente e Helinho fez a ultrapassagem. "Demos toda a volta lado a lado. Eu não acreditava. Eu por dentro e o Gil por fora. Até que assumi a ponta." Desde a vitória nas 500 Milhas de Indianápolis, em 2001, Helinho tornou-se um esportista de primeira linha nos Estados Unidos. Continua sendo capa de revistas e é muito requisitado pela mídia. "Estou bem aqui. Gosto do clima das corridas, do trabalho na Penske, da vida. Mas a F1 foi sempre meu objetivo. Espero essa oportunidade." No domingo, será a primeira vez que a IRL correrá no traçado de Fontana, que pertence a Roger Penske. E onde Giaffone só deu algumas dezenas de voltas. "Não testamos como queríamos. Mas como o traçado é longo (duas milhas), teremos mais vácuo e poderemos andar no bolo." O piloto nega que a Mo Nunn possa trocar o chassis G-Force pelo Dallara. "Tem gente andando bem com o G-Force, como o Jeff Ward. É só acertar."

Agencia Estado,

18 Março 2002 | 20h15

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