Valdrin Xhemaj/Efe
Valdrin Xhemaj/Efe

De volta à Fórmula 1, Fernando Alonso reencontra papel de coadjuvante

Piloto espanhol retorna à dura rotina após passagem pelas 500 Milhas de Indianápolis, quando foi a grande estrela da prova

O Estado de S. Paulo

10 de junho de 2017 | 17h00

Fernando Alonso reencontrou a dura realidade da Fórmula 1 depois de passar como celebridade e centro das atenções nas 500 Milhas de Indianápolis. O piloto espanhol abriu mão de disputar a corrida anterior no calendário, o GP de Mônaco, para largar neste domingo no Canadá novamente como coadjuvante na disputa por vitória.

A possibilidade de voltar a ser competitivo motivou o espanhol da McLaren a se aventurar na tradicional prova americana. No circuito oval, foi a sensação da prova, largou em sétimo lugar, chegou a liderar e abandonou a poucas voltas do fim com problemas no motor. Alonso volta agora ao calendário da Fórmula 1 com expectativas bem mais modestas.

"Nossa meta no Canadá é quem sabe conseguir ficar entre os dez primeiros, para somar pontos", disse o espanhol. Logo nos primeiros treinos no circuito Gilles Villeneuve, na sexta, Alonso voltou a sentir a habitual decepção com a McLaren, ao ter problemas hidráulicos e não conseguir ficar na pista o tempo pretendido durante as duas primeiras sessões. O carro ficou mais na mãos dos mecânicos do que com o piloto.

O bicampeão do mundo ainda não somou pontos nesta temporada. O espanhol acompanha à distância a luta pela liderança da temporada de dois pilotos contra quem já disputou títulos mundiais, Sebastian Vettel e Lewis Hamilton. 

O único contato recentes nas pistas dos carros da McLaren com as Ferrari e Mercedes é quando a escuderia inglesa está como retardatária. "Tivemos um dia de treinos totalmente desperdiçado. Não será de novo um fim de semana fácil para nós", admitiu Alonso.

Como a data do GP de Mônaco foi a mesma das 500 Milhas de Indianápolis, o espanhol foi substituído na etapa anterior por Jenson Button. O inglês se afastou da categoria no fim do ano passado e abandonou a prova após um acidente.

O Canadá é a sétima etapa da temporada e tem importância estratégica fundamental para Hamilton. O piloto da Mercedes não tira a liderança do Mundial de Vettel, da Ferrari, mesmo se vencer e o concorrente abandonar. Por isso, sabe o quanto é fundamental reagir após ter sido apenas sétimo na última corrida.

O inglês é o maior vencedor em atividade dos GPs do Canadá, com cinco vitórias. "Sinto que estamos muito melhores do que em Mônaco", disse.

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