Decisão sobre Ecclestone em caso de suborno é adiada

Um tribunal alemão anunciou nesta sexta-feira que adiou para o próximo ano a sua decisão sobre Bernie Ecclestone, chefe maior da Fórmula 1, formalmente indiciado pela promotoria de Munique, em julho, depois de ter sido acusado de suborno por seu envolvimento no caso que tratou da venda dos direitos comerciais da categoria ao fundo de investimentos britânico CVC Capital Partners.

AE-AP, Agência Estado

20 de setembro de 2013 | 13h37

Por meio de um comunicado oficial, a promotoria de Munique informou que está esperando por respostas adicionais que os advogados do dirigente prometeram entregar ao júri após as acusações feitas contra ele. O tribunal local também indicou que a formação de um novo painel de juízes que analisam o caso faz com que uma decisão "já não possa ser tomada neste ano".

As acusações, apresentadas em julho, têm relação com um pagamento de US$ 44 milhões feito a um banqueiro alemão. O tribunal destacou, naquela ocasião, que não tomaria uma decisão, até meados deste mês de setembro, sobre se o caso iria a julgamento e, se fosse, quando seria iniciado.

Ecclestone está sob investigação desde quando o banqueiro Gerhard Gribkowsky foi considerado culpado de aceitar um pagamento relacionado a venda de uma participação nos direitos comerciais da F1. O dirigente alega que não cometeu nenhum ato ilegal, mas reconheceu que realizou um pagamento depois de ter sido pressionado a fazê-lo pelo banqueiro.

Condenado, Gribkowsky recebeu uma sentença de oito anos e meio de prisão no ano passado, depois de ter sido considerado culpado de corrupção, sonegação de impostos, desvio de dinheiro e fraude fiscal. Além de pressionar Ecclestone a lhe dar dinheiro, ele usou fundos do Bayern LB para pagar uma comissão de US$ 41 milhões ao chefão da F1 e concordou com o pagamento de mais US$ 25 milhões para a Bambino Trust, um companhia com a qual o dirigente estava filiado, apontaram os promotores do caso.

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