Kim Jong-Hi / Reuters
Kim Jong-Hi / Reuters

'Deixar a Ferrari não foi decisão minha', admite Raikkonen

Mais velho do grid da Fórmula 1, piloto finlandês diz que não sente mais paixão por pilotar

Estadão Conteúdo

13 Setembro 2018 | 10h58

O finlandês Kimi Raikkonen foi o grande alvo da atenção dos jornalistas nesta quinta-feira, na entrevista coletiva que precede o GP de Cingapura de Fórmula 1, no fim de semana. O piloto, segundo anúncio da Ferrari na terça, vai deixar o time italiano para reforçar a Sauber pelas próximas duas temporadas.

Com seu conhecido estilo de poucas palavras e raras expressões fisionômicas, o campeão mundial de 2007 admitiu que a saída da Ferrari não foi sua decisão. "Não dependia de mim, não foi decisão minha. Foi o que aconteceu. Este é o resultado [das decisões da equipe]. Pelo menos temos um resultado", declarou o finlandês.

Raikkonen não terá seu contrato renovado com a Ferrari porque os italianos decidiram dar uma chance ao jovem Charles Leclerc. O atleta nascido em Montecarlo, de apenas 20 anos, já fazia parte da academia da Ferrari para novos pilotos. Sem espaço no time italiano, Raikkonen buscou a Sauber, equipe com a qual fez sua estreia na F-1 em 2001.

Questionado sobre se estaria feliz com a mudança de equipe, o finlandês preferiu minimizar a troca. "Por que não estaria? Eu quero ir. Por que vocês tornam isso tão complicado?", respondeu o piloto aos jornalistas.

Na sequência, surpreendeu ao responder a uma pergunta sobre sua motivação. Prestes a completar 39 anos, no próximo mês, Raikkonen foi questionado se ainda sentia paixão por pilotar. "Não, na verdade, não", disse o finlandês, que continuará sendo o mais velho do grid na próxima temporada da Fórmula 1.

Raikkonen soma atualmente 20 vitórias e 100 pódios na carreira. Nove destes triunfos foram conquistados com o carro italiano, time pelo qual pilota desde 2014. Esta é sua segunda passagem pela Ferrari, que o avisou sobre sua saída há duas semanas, durante o GP da Itália.

Após o aviso, o finlandês fez contato com a Sauber, onde conta com conhecidos e amigos dos tempos em que ainda era um estreante na categoria. "Eu obviamente conheço pessoas do passado e a negociação começou aí", comentou Raikkonen, antes de afirmar que este deve ser o seu último contrato na F-1. "Vou parar de correr quando achar que é a hora certa para mim."

 
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