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Depois de 36 anos, Ron Dennis deixa a McLaren

Ex-diretor executivo trabalhou com Ayrton Senna na escuderia

Estadão Conteúdo

15 de novembro de 2016 | 18h04

A McLaren confirmou nesta terça-feira a saída do antigo diretor executivo da escuderia, Ron Dennis. O dirigente foi obrigado a renunciar ao cargo na equipe onde trabalhava desde 1980, período em que liderou o time inglês em uma época bastante vitoriosa na Fórmula 1, como nos três títulos mundiais de Ayrton Senna, nas décadas de 1980 para 1990.

Ron Dennis é dono de 25% do grupo McLaren. As outras fatias pertencem ao magnata saudita Mansour Ojjeh (25%) e ao grupo de investidores do Bahrein chamado Mumtalakat, detentor de 50%. Ambos decidiram não renovar o contrato do dirigente, que vai até janeiro. Com isso, o antigo chefe optou por sair da escuderia.

Em comunicado, Ron Dennis criticou a decisão dos seus sócios. "Estou decepcionado com a decisão dos principais acionistas da McLaren. Eles me forçaram a assumir uma licença remunerada, apesar das recomendações do restante da equipe de gestores sobre potenciais consequências dessas ações no negócio", comentou.

A McLaren viveu brigas internas pelo comando nos últimos anos. O próprio Ron Dennis tentou apelar à Justiça contra a decisão dos demais sócios de afastá-lo, porém não teve sucesso. A imprensa inglesa especula que um grupo chinês deve fazer a compra da escuderia por cerca de R$ 7 bilhões.

Nos 36 anos de Ron Dennis como chefe, a McLaren acumulou 10 títulos mundiais de pilotos e mais sete de construtores. Na atual temporada, com o inglês Jenson Button e o espanhol Fernando Alonso, a equipe é a apenas a sexta colocada no campeonato dos construtores.

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