Srdjan Suki/EFE
Srdjan Suki/EFE

Desafio de Bruno Senna é chegar até o fim da corrida com sua Renault

Piloto brasileiro e demais competidores da Fórmula 1 tentam fazer frente à Red Bull

Lívio Oricchio, estadão.com.br

29 de agosto de 2011 | 19h57

NICE - O dia seguinte ao GP da Bélgica foi de reflexão para muitos personagens do fim de semana no circuito Spa-Francorchamps. Bruno Senna, por exemplo, da Renault, disse ao estadão.com.br "ter aprendido em três dias mais do que em parte da temporada passada", enquanto Lewis Hamilton, da McLaren, escreveu "minha equipe merece que eu faça mais".

Já o diretor da Ferrari, Stefano Domenicali, de novo reforçou a necessidade de sua escuderia "encontrar uma maneira de fazer os pneus mais duros funcionarem como nas escuderias adversárias". Na prova de Monza, a próxima, dias 9, 10 e 11, o desafio de Bruno Senna será diferente. "Vou poder me concentrar em acertar melhor o carro, entender mais os pneus, estudar estratégias. Em Spa minha maior preocupação era compreender o funcionamento do carro, quase tudo novidade para mim. Os outros pilotos estavam 11 corridas na minha frente."

Mas vai ser importante para Bruno ser eficiente na prova como foi na classificação na Bélgica. A Renault não produziu o carro mais rápido, mas um dos mais regulares, tanto que só não marcou pontos na Hungria. E é isso que Eric Boullier, chefe da equipe, deseja do brasileiro: que marque pontos. Em Monza haverá cobrança.

No primeiro momento, em Spa, Hamilton acusou o japonês Kamui Kobayashi, da Sauber, de tê-lo colocado para fora da pista, na 13.ª volta, no instante da ultrapassagem. Nesta segunda, no entanto, depois de ver as imagens do acidente, no fim da reta, afirmou: "Foi 100% minha culpa." O voluntarioso piloto inglês explicou ter pensado já tê-lo deixado para trás quando deslocou sua McLaren para a esquerda, a fim de tomar a curva Les Combes.

No GP do Canadá, Hamilton se envolveu num acidente com o próprio companheiro de equipe, Jenson Button, e também abandonou. Este ano Hamilton está ainda mais agressivo do que já é, representa uma garantia de espetáculo, mas por vezes, compromete sua prova e dos adversários. Deveria ter sido punido junto de Pastor Maldonado, sábado, por tocarem rodas. Apenas o venezuelano perdeu cinco colocações no grid.

FERRARI

Para Domenicali, o problema dos pneus é grave para a Ferrari. "Enquanto tínhamos os macios no carro, Alonso liderou a corrida. Ao passarmos para os médios, ficamos para trás." Aconteceu o mesmo do GP da Espanha, embora na Bélgica em menor escala. "Temos de ser inovadores no modelo de 2012, voltar a sermos referência na Fórmula 1.Mas antes é preciso resolver o problema do uso dos pneus para levar a solução para o carro do ano que vem."

Depois de um mês sem corrida, a Fórmula 1 se apresentou no circuito mais espetacular do calendário com carros bastante modificados em relação à etapa anterior, dia 31 de julho, na Hungria. O intervalo das "férias" permitiu estudos aerodinâmicos mais aprofundados. "Mas não mudou o que vínhamos assistindo nas três etapas anteriores", afirmou Button.

Ao estadão.com.br, comentou: "Penso que nós demos um belo passo adiante, não possível de ser observado por nossos adversários por causa da chuva em Spa e em razão de eu ter largado em 13.º." O inglês estava inconformado com o terceiro lugar. "Era dia para mais", afirmou.

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