Desclassificado, Barrichello culpa eletrônica e combustível

Entrada no boxe foi motivada pela falta de combustível e saída com luz vermelha pelo excesso de botões

Livio Oricchio, Enviado Especial - O Estado de S. Paulo

16 de março de 2008 | 06h27

A festa de Rubens Barrichello pelo fim do jejum de pontos na Fórmula 1 durou muito pouco. Ele chegou em sexto lugar no Grande Prêmio da Austrália neste domingo pela Honda, o que lhe daria três pontos, mas acabou desclassificado, por entrar e sair dos boxes com luz vermelha, para reabastecer e trocar pneus quando o safety car estava na pista. Veja também: Hamilton vence GP da Austrália em corrida ruim para brasileirosA punição já era esperada por ser o mesmo tipo de infração que cometeu Felipe Massa, no ano passado, no Grande Prêmio da Turquia. Barrichello justificou a entrada nos boxes com o fato de estar sem combustível naquele momento. "Eu não tinha mais gasolina, tinha que entrar, entrei sabendo que ia ser punido, não dava para dar mais uma volta". Ele aponta ainda que a saída sem ver que o semáforo do boxe estava vermelho é por causa do novo sistema eletrônico, padrão para todas as equipes neste ano e distribuído pela McLaren. "Eu não vi [a luz vermelha], não vou ver e ninguém vai ver. Com o novo sistema eletrônico nós temos de controlar três funções quando volta para a pista e você fica concentrado nisso. Quando se está na corrida, é difícil visualizar a luz".PÓDIO CERTOBarrichello, porém, fez questão de ressaltar em seu discurso o lado positivo. "É claro que ao perder pontos desta maneira não dá para ficar feliz, mas tem de ver o lado positivo: a evolução do carro nos últimos dez dias foi impressionante, dá para projetarmos uma temporada melhor. Depois de 16 anos, nunca me senti tão estimulado, dei tudo de mim. Com um carro eficiente, eu teria ganho a prova", acredita.Sobre a disputa por posições com o campeão mundial Kimi Raikkonen no começo da corrida - e que durou por 18 voltas, quando brigavam pelo sexto lugar, o brasileiro usou de uma metáfora. "Minha briga com o Kimi era como tirar um pirulito de uma criança, só que eu era a criança. Mas me defendi muito bem."    

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