Nelson Almeida/AFP
Nelson Almeida/AFP

Dez anos após título no Brasil, Kimi Raikkonen lamenta temporada ruim em 2017

Finlandês se diz frustrado por resultados no ano e recusa comparação com o passado: 'Isso não muda a minha vida hoje'

Ciro Campos, O Estado de S.Paulo

09 Novembro 2017 | 16h00

O finlandês Kimi Raikkonen vem para o GP do Brasil de Fórmula 1, em Interlagos, com boas memórias e uma decepção. Nesta quinta-feira, em entrevista coletiva, o piloto de Ferrari ao mesmo tempo relembrou o título mundial conquistado dez anos atrás na pista e lamentou a temporada abaixo do esperado em 2017, marcada por três abandonos, nenhuma vitória e apenas o quinto lugar na classificação.

+ 'Quem me critica não sabe a minha origem', diz Hamilton

+ Massa celebra 'temporada bônus' na categoria

O mais veterano do grid, com 38 anos, lamentou os resultados. "Obviamente, queríamos estar lutando no pelotão da frente neste fim de semana. Eu acho que começamos mal o ano, não estávamos na situação em que queríamos, e não estava contente com o acerto do carro. Levou um tempo para perceber isso. Desde então, as coisas melhoraram", comentou o piloto na entrevista promovida pela FIA.

Raikkonen ficou bem atrás no ano do companheiro de equipe, Sebastian Vettel, vice-campeão mundial em 2016 e atual vice-líder da temporada 2017. O finlandês acumulou seis pódios na temporada, porém admite estar insatisfeito. "Tive muitos abandonos nas corridas, por diferentes razões. Apesar da melhora, ainda não foi o suficiente para ganharmos os campeonatos de construtores e de pilotos. Vamos precisar melhorar para 2018", disse.

No encerramento da temporada 2007 o finlandês viveu em São Paulo o ápice da carreira. Raikkonen, também pela Ferrari, se sagrou campeão mundial ao ganhar a prova em Interlagos. O então azarão precisava dessa vitória, aliada a resultados de Fernando Alonso e Lewis Hamilton, para confirmar a conquista. Desde aquele ano, o melhor campeonato do piloto foi 2012, quando ficou em terceiro lugar.

"O meu título foi há muito tempo atrás. Claro que não fui campeão só por causa daquele dia, mas sim de todo o ano. Foi um dia feliz, porém não fico lembrando disso, porque não muda a minha vida hoje. Não tento ficar resgatando tudo o que passou. Prefiro pensar no que preciso fazer hoje", comentou Raikkonen.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.