Dez anos depois, Schumacher comemora o dia em que superou Fangio

Vitória no GP do Japão de 2003 garantiu ao alemão o sexto título mundial de Fórmula 1

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

12 de outubro de 2013 | 08h00

SÃO PAULO - Ao longo de 46 anos o argentino Juan Manuel Fangio defendeu o título de piloto mais vezes campeão de Fórmula 1. Há exatos dez anos ele perdeu o posto para um alemão com 34 anos, a bordo de uma Ferrari e que cumpriu apenas a tarefa mínima para conquistar o ponto que precisava. Em Suzuka, no GP do Japão, Michael Schumacher pode falar com orgulho: "sou o maior campeão da história".

O título veio em uma temporada com novidades. A primeira delas foi nos treinos: as equipes não podiam mais mexer nos carros entre a classificação e as provas. De sábado para domingo, os carros pernoitavam para um parque fechado. A segunda foi na pontuação. Até o oitavo colocado passou a pontuar, em vez de somente até o sexto. Com isso, a diferença de pontos entre o vencedor da prova e o segundo colocado eram separados por apenas dois pontos (10 a 8). Isso contribuiu para o equilíbrio até o fim para o trio que polarizou a disputa. O alemão teve como duros adversários o colombiano Juan Pablo Montoya, da Williams, e o finlandês Kimi Raikkonen, da McLaren.

Prova disso foi a distribuição de vitórias pela temporada. Nos dois anos anteriores Schumacher havia passeado, com direito a vencer dez das 17 provas e garantir o campeonato com seis etapas de antecedência. No ano seguinte a disputa pelo título durou até o fim e incluiu o surgimento de um futuro campeão. Fernando Alonso, da Renault, conquistou a primeira vitória na Fórmula 1 ao ganhar o GP da Hungria.

Em 2003, Schumacher começou a se encaminha para o sexto título ao ganhar duas provas consecutivas: Itália e Estados Unidos. Os resultados deixaram Montoya sem chances e para a última prova restante, a missão de Kimi Raikkonen era complicada. O finlandês precisava ganhar e torcer para o alemão sequer pontuar. As esperanças dele aumentaram quando no treino classificatório Schumacher conseguiu apenas o 14º tempo - Kimi partiu em oitavo. Logo no começo da prova o alemão passou apuros ao bater em Takuma Sato e quase bater. Enquanto isso, lá na frente o seu companheiro de equipe, Rubens Barrichello, ultrapassou Montoya e segurou a primeira posição até o fim, o que evitou o título de Raikkonen. O finlandês fez ótima prova e chegou em segundo.

Já o alemão fez prova irregular e até perdeu duas posições nas voltas finais. Pouco importou. Era o quarto título consecutivo dele, o sexto na carreira e o nome de Michael Schumacher ganhava ainda mais um status de lenda, pois havia deixado para trás Juan Manuel Fangio. O sétimo título viria no ano seguinte.

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