Diniz diz não ter culpa no caso Prost

Um dia depois de Alain Prost procurar a Justiça a fim de solicitar um tempo para tentar pagar as dívidas de US$ 30 milhões da sua equipe de Fórmula 1, seu sócio brasileiro, Pedro Paulo Diniz, declarou que não tem nada a ver com as decisões administrativas de Alain Prost e muito menos com o débito. Seus advogados garantem que ele não deve pagar nada. "Não vou na Prost há uns oito meses", revelou o herdeiro do Grupo Pão de Açúcar. Quando adquiriu 40% da Prost Grand Prix, no fim de 2000, o plano de Pedro Paulo Diniz era assumir a direção do time um ano mais tarde, ao exercer a opção de aquisição da porcentagem de Alain Prost na sociedade, 51,3%. "Negociamos a compra da equipe até o dia 15 de agosto, mas nossa proposta não foi aceita", contou o brasileiro. "A partir daí, desinteressei-me do projeto por completo." Ele negou ainda versões de que faria nova investida agora que Prost recorreu à Justiça. Apesar de ter investido dinheiro na Prost, mas como ele lembrou ainda no GP da Alemanha, bem menos dos US$ 26 milhões acordados inicialmente, por não cumprimento de metas, Pedro Paulo Diniz não participava das decisões gerenciais da equipe. "Quando ficou claro que as dívidas estavam inviabilizando a continuidade da Prost, eu tentei assumi-las, mas não foi aceito." Sua proposta era a cessão da parte de Alain Prost na organização em troca de ele bancar os débitos. Se tivesse sido atendido, a Prost passaria a ser administrada pelo brasileiro e não mais pelo francês, famoso por sua falta de foco na resolução dos problemas. O ex-piloto brasileiro, que correu na Forti Corse, Ligier, Arrows e Sauber, não comentou o que fará com os 40% que ainda possui na Prost Grand Prix. Certamente estão à venda. "Meu grande projeto agora é implantar a Fórmula Renault no Brasil, tornar o automobilismo no País mais profissional, o que não quer dizer que não deseje à Prost a superação de suas dificuldades." Por volta da metade do campeonato deste ano, Pedro Paulo Diniz comentou ainda que além de investir na Prost menos do que tinha planejado, por ver que a escuderia não daria certo, parte do dinheiro aplicado seria ainda recuperada. Nesta sexta-feira, porém, ele não quis comentar esse assunto.

Agencia Estado,

23 Novembro 2001 | 18h14

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