Diretor da Ferrari admite problemas e vitória 'difícil'

O diretor da Ferrari, Stefano Domenicalli, reconheceu nesta quarta-feira que será "muito, mas muito difícil" que Fernando Alonso ou Felipe Massa vença o GP da Itália de Fórmula 1, no próximo domingo, em Monza. O dirigente admitiu os problemas enfrentados pela equipe e que já faz planos visando a temporada de 2012, tendo em vista a superioridade imposta pela Red Bull em 2011.

AE-AP, Agência Estado

07 de setembro de 2011 | 16h34

Em entrevista à Associated Press, Domenicalli afirmou que desde julho toda a equipe técnica da Ferrari em Maranello está dedicada "em 100%" no desenvolvimento do carro que a escuderia irá utilizar no próximo ano na categoria máxima do automobilismo.

"O ano passado foi fantástico, mas não creio que neste ano seja tão fácil porque há muitos adversários que estão mais e mais competitivos nos treinos de classificação", afirmou Domenicalli, para depois admitir certa evolução da Ferrari nesta temporada. "Nas últimas corridas, exceto a da Bélgica, temos recuperado a competitividade, assim como nosso enfoque será de nos esforçarmos ao máximo para ganhar (em Monza), apesar de que sabemos que é muito, mas muito difícil", acrescentou.

O dirigente, porém, não poupou críticas ao atual modelo da Ferrari. "Precisamos ter um carro com mais força aerodinâmica, que consiga tirar melhor proveito dos novos pneus. Nosso objetivo é começar a ficar competitivos imediatamente. Esse era o nosso maior problema não só este ano, mas também no ano passado", reforçou, em tom de cobrança.

Vice-campeão em 2010 depois de perder o título do campeonato na última corrida do ano, Alonso venceu apenas uma prova nesta temporada, enquanto Massa segue distante de reeditar os seus melhores momentos na F-1. Com isso, o espanhol está a 102 pontos do líder Sebastian Vettel. Já o piloto brasileiro é apenas o sexto no Mundial, 185 pontos atrás do alemão da Red Bull.

Apesar disso, Domenicalli negou que Massa esteja correndo sério risco de perder o emprego, embora não conquiste uma vitória desde 2009, ano em que sofreu grave acidente no treino de classificação para o GP da Hungria. "Felipe é um elemento crucial nesta equipe", disse o dirigente, enfatizando que o brasileiro tem "muita vontade de mostrar a todos" que pode brigar pelas primeiras posições novamente.

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