Dirigente acusa ingleses de esconder racismo atrás de Hamilton

Presidente da Federação Espanhola de Automobilismo causa revolta na imprensa inglesa ao fazer as declarações

Efe,

17 de outubro de 2007 | 12h25

O presidente da Federação Espanhola de Automobilismo, Carlos Gracia, causou um alvoroço na Europa ao declarar que os ingleses seriam pessoas racistas e que tentam se esconder atrás da imagem de Lewis Hamilton, primeiro negro a competir na Fórmula 1.   Veja também:    Dê uma volta pelo Circuito de Interlagos  Classificação do Mundial   "Como racistas que são na Inglaterra, que tenham de se apoiar em um piloto de cor...", afirmou Gracia na última terça-feira.   A reação da imprensa britânica foi imediata. Nesta quarta, o tablóide The Sun publicou as palavras do dirigente espanhol e afirmou que estes comentários "seguem os passos da polêmica protagonizada pelo técnico da seleção espanhola, Luis Aragonés, que chamou o atacante Thierry Henry de macaco, o que causou muita indignação".   O Sun cita ainda o ex-piloto britânico Johnny Herbert, que afirmou que estes comentários são escandalosos. "Tanto Fernando Alonso [McLaren] como Gracia estão se comportando como crianças. É muito triste", disse Herbert.   O tablóide encerra sua matéria com uma declaração de Gracia, que afirma não ter sido muito bem interpretado.   "O que quis dizer foi que a Inglaterra buscou um ídolo na Fórmula 1 durante anos e que não se importava com quem quer que fosse porque daria todo o seu apoio. Não houve elementos racistas no que disse", afirmou o dirigente espanhol.   O também tablóide Daily Express considera que as declarações de Gracia, convidado da McLaren para o Grande Prêmio Brasil, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, neste fim de semana, "ofenderam Hamilton, a equipe e os torcedores britânicos, em um esporte que foi rejuvenescido pela sensacional estréia" do piloto inglês.   Já o prestigioso jornal The Times evitou comentar as declarações de Gracia e deu prioridade à renovação do brasileiro Felipe Massa com a Ferrari, fato que deixa "o futuro de Alonso no limbo".

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