Tran Van Minh/AP
Tran Van Minh/AP

Discreto, novo chefe da Fórmula 1 evita estilo 'Bernie Ecclestone'

Americano Chase Carey é tímido, bem diferente do antecessor e foge do glamour que sempre marcou a categoria

Ciro Campos, Felipe Rosa Mendes, O Estado de S. Paulo

11 de novembro de 2018 | 05h00

Os responsáveis por ditar os rumos da Fórmula 1 são pessoas misteriosas e discretas no ambiente da modalidade. Os executivos do grupo Liberty Media, que comandam a categoria desde 2017, ainda são novos no negócio e mesmo quem vive há anos no esporte diz ter pouco contato com os americanos.

O novo chefão da Fórmula 1, Chase Carey, é o oposto do antecessor Bernie Ecclestone. O americano chama mais a atenção pelo bigode farto do que pelas entrevistas ou aparições em eventos da categoria. Conhecido pela timidez, ele não costuma circular pelo paddock e raramente é mostrado pelas câmeras da transmissão oficial.

Ecclestone, pelo contrário, se transformou em uma figura carismática da F-1. De baixa estatura, o inglês de 88 anos é visto com mais frequência nas provas do que Carey. O ex-chefão é uma figura querida pelos pilotos e dirigentes de equipes. Ecclestone é casado com uma brasileira, tem fazendas de café no interior de São Paulo e costuma dar entrevistas irreverentes.

Os poucos a já terem contato com Carey costumam contar histórias curiosas sobre o novo homem forte da Fórmula 1. O americano está pelo segundo ano seguido em Interlagos, onde trabalha em um pequeno escritório montado nos boxes, atrás do paddock, reformado. De lá ele sai poucas vezes.

No ano passado, os dirigentes brasileiros organizaram uma recepção de boas-vindas ao americano. Um renomado buffet paulistano foi contratado para preparar um almoço de apresentação a Carey. Para a surpresa de todos, o chefe da Fórmula 1 não deu muita atenção para a farta comida e bebida. Preferiu ficar na própria sala e almoçar o sanduíche que havia trazido do hotel.

 

 

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