Christof Stache/ AFP
Christof Stache/ AFP

Dono de time da NFL e grupo do Catar farão oferta pela Fórmula 1

Stephen Ross e Qatar Sports devem pagar R$ 24 bilhões

O Estado de S. Paulo

23 de junho de 2015 | 20h50

A RSE Ventures, conglomerado de empresas voltado para o esporte e entretenimento, irá se juntar ao fundo de investimentos Qatar Sports Investments para comprar uma porcentagem da Fórmula 1. Segundo o jornal inglês Financial Times, o negócio giraria entre US$ 7 bilhões (R$ 21, 5 bilhões) e US$ 8 bilhões (R$ 24,6 bilhões). 

As duas empresas fariam uma oferta ao grupo CVC Capital Partners, que está ligado à F-1 desde 2005 e hoje detém 35,5% do Formula One Group, empresa que controla o campeonato. 

A publicação inglesa também garante que o atual Chefe Executivo da Formula 1, Bernie Ecclestone, estaria envolvido no negócio. O bilionário de 84 anos venderia seus 5%, mas continuaria trabalhando para o esporte. O principal objetivo da RSE e do grupo catari é expandir a modalidade para os Estados Unidos, China e o próprio Catar. 

Uma fonte ligada ao negócio disse à Reuters que Dieter Hahn, chefe do grupo alemão de mídia Constantin Medien, também está envolvido no negócio. "A chave para entender o acordo é que sob o poder de Bernie [Ecclestone], a Fórmula 1 não faz muito marketing pelos direitos de TV. Hahn ajudará com isso", disse o informante à agência de notícias. 

O grupo financeiro Goldman Sachs estaria trabalhando pelo lado da CVC, enquanto o JP Morgan está negociando junto dos compradores. 

A RSE Ventures é uma empresa voltada para o entretenimento e esporte fundada em 2012 após a união de Stephen Ross, dono do Miami Dolphins, time de futebol americano da NFL, e de Matt Higgins, ex-vice-presidente executivo do New York Jets, outro time da NFL. 

A Qatar Sports Investments adquiriu 70% do Paris Saint-Germain em 2011 e os 30% restantes em 2012. O fundo também é o patrocinador master do Barcelona desde 2011.

A Reuters não obteve respostas sobre o possível negócio da CVC, do diretor Dieter Hahn, nem do Goldman Sachs ou do JP Morgan. Bernie Ecclestone afirmou ao Financial Times que não há nada em andamento. Já a Federação Internacional de Automobilismo, a FIA, que regula o torneio da Formula 1, desconhece a compra. 

Tudo o que sabemos sobre:
velocidadeformula 1bernie ecclestone

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.