JF Diorio/Estadão
JF Diorio/Estadão

Doria anuncia que São Paulo renovou contrato com a Fórmula 1 por cinco anos

Governador confirma que autódromo de Interlagos assinou acordo com a categoria para receber a corrida

Ciro Campos, O Estado de S.Paulo

12 de novembro de 2020 | 13h00

O governador de São Paulo, João Doria, anunciou nesta quinta-feira que a cidade renovou contrato com Fórmula 1 para receber o GP do Brasil por mais cinco anos. Em entrevista, Doria disse que o acordo está assegurado, o que garante a realização da etapa no autódromo Interlagos no ciclo entre 2021 e 2025. O atual contrato de São Paulo com a Fórmula 1 termina no fim deste ano e foi celebrado ainda em abril de 2014.

"Tenho o orgulho de anunciar que a Fórmula 1 acaba de renovar a realização do GP do Brasil de Fórmula 1 até 2025. O autódromo de Interlagos foi confirmado como sede do GP do Brasil de Fórmula 1 pelos próximos cinco anos. O contrato será assinado pelo prefeito Bruno Covas e o Liberty Media (grupo dono da Fórmula 1)", disse o governador. Além de São Paulo, a F-1 admitia ter negociações para levar a prova ao Rio em um novo circuito a ser construído em Deodoro.

O Estadão informou no início desta semana que o calendário provisório da Fórmula 1 para o ano que vem já traria a presença de São Paulo, mas com a ressalva de a etapa precisar de confirmação contratual. Na terça, a categoria divulgou a lista de provas para 2021 com exatamente o mesmo cenário: Interlagos presente, porém com a necessidade de finalização do acordo. Como o Estadão mostrou, São Paulo quer que o contrato de cinco anos seja renovável por mais cinco, um gatilho automático.

Agora, nesta quinta, Doria revelou o término da negociação. "É uma grande vitória para a cidade de São Paulo, para o Estado de São Paulo e para o Brasil. Vitória do bom senso, do equílibrio e a vitória determinada por um trabalho competente liderado pelo Bruno Covas", disse o governador. O projeto do novo autódromo do Rio tem o apoio do presidente Jair Bolsonaro, que chegou a anunciar ano passado que o acordo com a categoria estava quase fechado.

São Paulo tem sido a sede ininterrupta da prova desde 1990. O GP deste ano só foi cancelado por causa da pandemia do novo coronavírus, que acabou por causar uma radical mudança no cronograma da temporada. Com o acerto anunciado por Doria, a prova em São Paulo será disputada em 14 de novembro do ano que vem e será a antepenúltima do calendário. A partir de agora, a corrida não se chamará mais GP do Brasil, mas sim GP de São Paulo. Procurada pela reportagem, a Fórmula 1 afirmou que não poderia confirmar a informação por causa de razões comerciais.

Por enquanto não há informações sobre o valor a ser pago por São Paulo para realizar a corrida. A taxa de promoção que costuma ser cobrada pelos donos da F-1 gira em torno de R$ 150 milhões para etapas disputadas fora da Europa. O Rio chegou a acenar com um valor de até R$ 325 milhões entre taxas e receitas de ingressos VIP. Porém, o projeto de construção do autódromo ainda não teve início porque depende de liberação de licenças ambientais.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.