Divulgação/Governo de São Paulo
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Doria confirma GP de São Paulo com 100% do público, ‘sprint race’ e convida Bolsonaro para corrida

Governador confirma novo formato de treino classificatório para a etapa em Interlagos e anuncia comercialização de mais 20 mil ingressos. Ele também ironizou rumor sobre possível transferência da prova para o Rio de Janeiro

Felipe Rosa Mendes, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2021 | 13h57

O GP São Paulo será uma das três etapas do calendário da Fórmula 1 em 2021 a contar com a chamada “sprint race”, novo formato do treino classificatório da corrida. O anúncio foi feito nesta segunda-feira pelo governador João Doria, que revelou também a possibilidade de adiamento em uma semana da prova, marcada para 7 de novembro, e a comercialização de um novo lote de ingressos, com o Autódromo de Interlagos podendo chegar a 100% de ocupação. Ele também ironizou a mudança cogitada nos últimos anos para o Rio de Janeiro, e convidou o presidente Jair Bolsonaro a comparecer ao evento. 

“O GP vai contar com a sprint race, uma corrida extra no sábado. Será absolutamente emocionante. Pela primeira vez na história da F-1 teremos este formato aqui no Brasil. Na prática, serão duas corridas no Brasil”, afirmou o governador de São Paulo. "Quero mencionar também que, com o avanço da vacinação na capital e no Estado de São Paulo, um novo lote de ingressos para o GP São Paulo será liberado a partir do dia 27 de agosto, tornando possível a ocupação de até 100% das arquibancadas do Autódromo de Interlagos."

A sprint race é a principal novidade da F-1 para este ano. Trata-se de novo formato para o treino classificatório, que define o grid de largada, em período de testes. Se aprovado pela direção da F-1, poderá estar em todas as etapas do próximo ano na categoria. Em 2021, o formato já esteve no GP da Inglaterra, onde foi sua estreia, e estará na Itália e também no Brasil. 

Na prática, a sprint race é uma mini-corrida disputada no sábado, com um terço da duração da prova de domingo e que vale pontos para o campeonato. É uma tentativa da direção da F-1 de gerar mais emoção ao público nas arquibancadas e na TV para as demais atividades do fim de semana, sem depender apenas da corrida. Assim, o pole position é definido por uma disputa direta, e não apenas pelos tempos registrados pelos pilotos a cada volta no treino classificatório tradicional. 

Doria também confirmou que a organização da prova brasileira – agora chamada de GP São Paulo, em vez do anterior GP do Brasil – tenta adiar em uma semana a corrida deste ano. Ela está marcada para o fim de semana dos dias 5, 6 e 7 de novembro. Mas a proposta é mudar para os dias 12, 13 e 14 por causa do feriado do dia 15, segunda-feira. “Será um feriado prolongado, com ocupação hoteleira muito maior e mais serviços usados na cidade. Vai aumentar a receita, com maior número de visitantes na cidade, maior potencial de venda no comércio varejista, setor de bebidas e transporte”, justificou Doria.

De acordo com Alan Adler, novo promotor do GP, a solicitação já chegou à direção da F-1 e as chances de o pedido ser aceito é de 50%. A organização espera confirmar a data da corrida até o dia 26 deste mês. Isso porque a venda de novo lote de ingressos vai começar no dia 27. A comercialização das entradas já havia sido encerrada, mas, devido à queda no número de casos e de óbitos por covid-19 no Estado, haverá a permissão de vender mais 20 mil ingressos. 

“Para quem vier, será obrigatório o uso de máscara e todos terão a temperatura medida, com uso de álcool em gel gratuito para todas as áreas do autódromo. E, se necessário, poderá haver alguma medida adicional”, disse Doria, que não descartou uma mudança nesta situação, caso a pandemia volte a se agravar na cidade. “O governo do estado e a prefeitura vão monitorar a evolução da vacinação na capital e no Estado e o controle da pandemia. Poderemos ter mudanças.”

São Paulo x Rio de Janeiro

Doria não deixou de lembrar a polêmica envolvendo as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro nos últimos anos, pela disputa pela etapa da Fórmula 1 em solo brasileiro. A capital fluminense negociou com a direção da categoria, sem sucesso, e chegou a afirmar que estava muito perto de confirmar o contrato. Políticos, incluindo o presidente Jair Bolsonaro, entraram na disputa esportiva. 

Nesta segunda, o governador de São Paulo ironizou o anúncio feito por Bolsonaro em 2019 de que o Rio iria receber a corrida. “Não posso deixar de ter um pouquinho de bom humor na lembrança daquela cena do nosso presidente da República, quando disse que o GP Brasil de F-1 iria sair de São Paulo, iria para o Rio de Janeiro, com 99,9% já acertado”, recordou Doria. “Bem humoradamente, eu digo: presidente, venha assistir ao GP São Paulo. O senhor é nosso convidado. Pode até vir de motocicleta. Desde que use máscara, passe álcool em gel na mão e tire sua temperatura, o senhor será bem-vindo. E esteja vacinado também.”

Doria e o prefeito Ricardo Nunes, também presente na coletiva desta segunda, exaltaram os números estimados para o GP, com foco no impacto econômico. Segundo dados da FGV, a previsão é de R$ 670 milhões, sendo R$ 111 milhões de tributos, com geração de 8 mil empregos temporários por conta da prova de F-1. “Mas essa é uma projeção conservadora, com base em 2019. O impacto pode ser até 30% maior”, enfatizou Doria.

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