Mario Miranda/Reuters
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'É a chance da minha vida', diz Di Grassi sobre F-1 em 2010

Quarto brasileiro confirmado na categoria, piloto deve correr na Manor ao lado do alemão Timo Glock

Eduardo Simões, Reuters

11 de dezembro de 2009 | 20h58

O piloto Lucas Di Grassi confirmou nesta sexta-feira que será o quarto brasileiro no grid da Fórmula 1 na temporada 2010 e, sem anunciar por qual equipe correrá, adiantou apenas que estará no cockpit de uma das quatro escuderias que estrearão na categoria no ano que vem.

"É a chance da minha vida", afirmou o piloto a jornalistas em evento organizado por seu patrocinador em São Paulo. O paulista levará o patrocínio para a equipe.

Di Grassi deve ser apresentado pela Virgin, nome dado à equipe Manor devido à ligação com o grupo Virgin do empresário Richard Branson, para disputar a temporada de 2010 e ser companheiro de equipe do alemão Timo Glock. O piloto, no entanto, disse que o anúncio deverá ser feito na semana que vem.

"O que motivou a escolha da equipe que vou correr é eu acreditar nesse futuro da Fórmula 1 que está mudando", disse, referindo-se aos cortes de custos na principal categoria do automobilismo mundial e a saída de algumas montadoras da competição, como BMW e Toyota.

Di Grassi avaliou que será um dos pilotos mais experientes a estrear na categoria no ano que vem por ter realizado vários testes com um Fórmula 1 quando era piloto reserva da Renault.

"Vou fazer o possível para ser o primeiro piloto e vou fazer o possível para ser o piloto no qual a equipe vai apostar".

"Hoje eu vejo que se eu entrasse na Fórmula 1 há dois ou três anos, minhas chances de sucesso não seriam tão grandes quanto são agora".

Di Grassi, que aproveitou para apresentar o novo desenho de seu capacete à imprensa, fez uma breve análise das quatro equipes estreantes.

Para ele, a US F-1 é a principal incógnita entre as novatas e a Campos pode ter problemas com falta de recursos financeiros.

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"A Manor tem a Virgin, que é uma parte muito importante da equipe e toda a parte técnica é composta por pessoas ex-Fórmula 1", disse ele, referindo-se à principal patrocinadora e parceira da equipe.

"A única coisa que me preocupa na Manor é que eles estão com uma filosofia de desenvolvimento do carro que não usa túnel de vento".

Sobre a quarta equipe estreante, a Lotus, Di Grassi também afirmou se tratar de um time que conta com apoio financeiro e, segundo informações do piloto, já está com o desenvolvimento do carro em pleno vapor.

Di Grassi se juntará a Rubens Barrichello (Williams), Felipe Massa (Ferrari) e Bruno Senna (Campos) como brasileiros no grid.

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