Divulgação/Fórmula 1
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Ecclestone comenta negociação de Hamilton com a Mercedes e sugere ultimato: 'Pegar ou largar'

Ex-chefão da Fórmula 1 falou sobre declarações polêmicas e apontou que às vezes suas palavras não são bem compreendidas

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de fevereiro de 2021 | 19h07

Mesmo afastado do comando da Fórmula 1, Bernie Ecclestone segue influente e suas declarações continuam repercutindo. Dessa vez, o ex-chefão da categoria máxima do automobilismo mundial deu seus pitacos sobre a negociação entre o heptacampeão Lewis Hamilton e a Mercedes.

De acordo com o britânico, se ele estivesse na posição de Toto Wolff, chefe da escuderia alemã, já teria dado um ultimato ao atual campeão. 

"Eu já teria deixado tudo bem claro para o Lewis: é pegar ou largar, aceitar o que oferecemos agora, ou deixar para trás. Só há uma pessoa que decide os pilotos, e essa pessoa seria eu", garantiu Ecclestone, que segue tendo papel fundamental na entrada e saída de pilotos, escuderias e circuitos da Fórmula 1.

Ao longo da temporada de 2020, Ecclestone foi novamente protagonista de algumas polêmicas. Entre elas, disse que em geral "negros são mais racistas que brancos", frase que foi duramente rebatida por Lewis Hamilton.

"Há alguns anos, havia um jogador de futebol americano (Colin Kaepernick) que constumava se ajoelhar antes dos jogos. E as autoridades se zangaram muito por isso. Um ou dois pilotos da Fórmula 1 falaram sobre isso, mas, por fim, não se ajoelharam. Disseram que não foi permitido. Não disseram quem pediu que não o fizessem. Eu não fui, estava fora da Fórmula 1", declarou à revista GQ.

Ecclestone, porém, ponderou que muitas vezes é incompreendido e que isso lhe traz alguns problemas.

"Às vezes, digo as coisas de uma maneira que não é entendida como queria que fosse. Me meti em alguns problemas, mas posso dizer, sinceramente, que, para mim, uma pessoa é uma pessoa. As considero como as vejo. Não me importam sua cor, se é homem ou mulher, sua religião ou nacionalidade, nem se são ricos ou pobres", explicou e concluiu com uma metáfora controversa.

"Estou abaixo da média de altura, mas não me sinto mal por isso. Sou exatamente igual que alguém mais alto. Dito isso, em uma poltrona de avião me sinto mais confortável que alguém mais alto. Tudo tem aspectos positivos. Nada está de todo mal", finalizou o britânico.

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