Ecclestone nega acordo para GP de F1 em Cingapura

O empresário da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, negou nesta segunda-feira que o milionário de Cingapura Ong Beng Seng tenha adquirido o direito de realizar um grande prêmio da categoria na ilha. "Não chegamos a nenhum acordo com ninguém até o momento", disse o britânico.Ecclestone, de 76 anos, disse que tem negociado com partes interessadas de Cingapura há três anos, mas negou as notícias da imprensa oriental de que Ong tenha comprado os direitos. "Não sei nada quanto a isso", afirmou.Ecclestone, que não disse com que estaria negociando em Cingapura, acrescentou que deseja uma corrida noturna, mas que nenhum anúncio deve ser feito em breve. "Acho que seria bom, fui eu quem sugeriu corridas noturnas para eles (Cingapura), e não apenas para eles, mas também outros países em outras partes da Ásia", acrescentou o detentor dos direitos comerciais da Fórmula 1. As ações do Hotel Properties, de Ong, subiram até 15,8 por cento no mercado local, na sexta-feira, após o surgimento das notícias sobre o acordo. A Fórmula 1 terá 17 corridas nestas temporada, mas Abu Dhabi deve receber uma corrida, a segunda no Oriente Médio, a partir de 2009 em um circuito de rua usando parte do porto. A Coréia do Sul deve entrar no calendário em 2010. Ecclestone já havia falando anteriormente sobre corridas noturnas no Oriente, o que seria mais atrativo para as emissoras de televisão da Europa. O Grande Prêmio da Malásia, que tem a mesma hora da vizinha Cingapura, é transmitido ao vivo num horário em que a maioria dos telespectadores europeus ainda estão dormindo. "Gostaria de fazer uma ou duas corridas noturnas. Seria bom no Japão ou na China", disse o britânico a repórteres em Abu Dhabi, no mês passado. O projetista de circuitos Hermann Tilke disse recentemente que avanços tecnológicos tornaram possível o conceito de corridas noturnas na Fórmula 1. "O problema básico é iluminação", disse ele ao site da revista Autosport no mês passado. "Você precisa de um certo nível de luminosidade para permitir que as câmeras mostrem os carros adequadamente e não desfigurados."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.