Ecclestone paga conta e encerra polêmica na Austrália

"Recebemos parte do que devemos receber e os termos do acordo para o restante do negócio atende, em princípio, os nossos interesses". Com essas palavras, de um alto integrante da Ferrari, não há mais risco de boicote aos treinos ou mesmo à corrida de abertura do campeonato da Fórmula 1, no circuito de Melbourne, na Austrália.

LIVIO ORICCHIO, Agencia Estado

26 de março de 2009 | 22h07

A Fota, associação das equipes, enviou comunicado, nesta sexta-feira (noite de quinta no Brasil), para explicar a situação. Traz a nota que Flavio Briatore e Ron Dennis, representantes da entidade, reuniram-se com Bernie Ecclestone, da Formula One Management (FOM), detentora dos direitos comerciais da Fórmula 1, para cobrar o que as equipes tinham ainda por receber referente ao acordo de 2006, 2007 e 2008.

Ecclestone negociou com cada time a extensão do Acordo da Concórdia, conjunto de normas que estabelece dentre outras coisas o critério de distribuição de verbas às escuderias, e a maior parte do dinheiro não havia sido paga. O sócio de Ecclestone na holding que gerencia a Fórmula 1, Slec, a empresa CVC, enfrenta dificuldades financeiras.

As equipes ameaçaram não colocar seus carros na pista, nesta sexta, se alguma providência não fosse tomada para a Slec pagar a dívida que envolve soma bastante elevadas. E para assinar a extensão do Acordo da Concórdia os representantes das equipes exigiam a solução do pagamento de seus direitos.

A liberação de parte do que a Slec deve aos times colocou um pouco de paz no GP da Austrália, em ebulição atrás dos boxes. "Agora o que desejamos é apenas competir, fundamentalmente para o que viemos até aqui", disse a fonte da Ferrari.

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