Diego Azubel/EFE
Diego Azubel/EFE

Ecclestone põe em dúvida futuro dos GPs da Itália e da Alemanha

Número de corridas da Fórmula 1 na Europa continuam diminuindo

Estadão Conteúdo

27 Março 2015 | 12h50

O GP da Alemanha está sob risco de ficar fora do calendário após o cancelamento da prova deste ano, e o icônico GP da Itália pode ser o próximo a deixar a programação, disse, nesta sexta-feira, Bernie Ecclestone, o chefão da Fórmula 1. Falando após uma reunião com chefes das equipe antes do GP da Malásia, Ecclestone afirmou que não poderia confirmar o retorno da corrida na Alemanha para 2016.

A prova alemã se alterna entre Nurburgring e Hockenheim. Mas os gestores de Nurburgring não consideraram o evento comercialmente viável e Hockenheim não pôde assumir a prova de 2015. Hockenheim tem um contrato para o próximo ano. "Isso não faz a diferença", disse Ecclestone. "Várias pessoas têm um contrato".

O número de corridas na Europa continuam diminuindo, com as pistas tentando cobrir os altos custos para sediá-las sem o apoio governamental significativo que é recebido em países da Ásia e do Oriente Médio.

Ecclestone disse que a perda de corridas na Europa "seria terrível". Porém, ao mesmo tempo, deu de ombros quando foi questionado sobre o GP da Itália. "O que acontecer, aconteceu", afirmou.

"É engraçado como essas pessoas desenterram todo esse dinheiro para coisas como o Jogos Olímpicos, campeonatos de natação, atletismo europeu, e Deus sabe mais o quê para impulsionar o país", disse.

Ecclestone revelou que também discutiu com os líderes de equipe algumas ideias sobre formas de melhorar a Fórmula 1, que sofre com a queda da audiência na televisão, com campeonatos pouco emocionantes e elevados custos de participação.

O chefão da Fórmula 1, cujas ideia no passado incluíam dar medalhas ao invés de pontos e chuva artificial, agora defendeu pontos para o treino de classificação e mudanças de posições no grid.

"Eu sugeri que talvez a gente desse 20 pontos para uma corrida", disse Ecclestone. "Dez pontos para a classificação e 10 para a corrida. Dez pontos para a pole. Quem conquistar a pole, talvez comece em 12º no grid, então talvez você tivesse vários caras começando no meio do pelotão. Eles (as equipes) precisam pensar sobre essas coisas. É difícil para eles. Nós só temos falado sobre isso há cinco encontros".

Ecclestone também disse que há uma necessidade de os pilotos a fazerem mais para promover a si e o esporte. Ele elogiou o atual campeão Lewis Hamilton, mas disse que outros campeões, como os alemães Sebastian Vettel e Michael Schumacher, poderiam ter feito mais.

"Ele (Hamilton) é o melhor campeão do mundo que tivemos", disse Ecclestone. "Além do fato de que ele é talentoso, ele é um cara bom, ele sai na rua, apoia e promove a Fórmula 1"", afirmou. O dirigente revelou que discutiu o comportamento promocional de Hamilton com Vettel. "Eu disse: ''Sebastian, você deve fazer o que ele está fazendo''.".

O dirigente disse que os esforços para fazer um vídeo promocional com Schumacher também não tiveram êxito."Nós tentamos fazer algo com ''Schumy'', fazer uma gravação em que ele responderia perguntas", disse Ecclestone. "Quando você tem alguém lá a quem perguntar, eles dizem: ''Sim, talvez'', então eles respondem:''Pode ser'', e, em seguida, ''Não sei'', não há nenhum ponto. Na verdade, é negativo e pior do que dizer nada".

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