Dita Alangkara/AP
Dita Alangkara/AP

Ecclestone trabalha para Brasil ter piloto na F-1

Segundo o mandatário, patrocinadores podem ajudar a permanência de Massa na categoria

Livio Oricchio - Enviado especial, O Estado de S. Paulo

23 de setembro de 2013 | 07h30

CINGAPURA - Assim como os que torcem pelo sucesso dos pilotos brasileiros na F-1 estão preocupados com a possibilidade de o País não ter representante em 2014, o promotor do espetáculo, Bernie Ecclestone, confessou ao Estado, em Cingapura, não apenas ter refletido sobre a questão como até mesmo tentar revertê-la. Felipe Massa já sabe que não permanecerá na Ferrari. “Tenho procurado ajudar, não está fácil, mas estamos trabalhando”, afirmou Ecclestone.

Suas tentativas de mostrar a validade de contar com um piloto experiente como Massa, em 2014, esbarram na necessidade generalizada de patrocinadores. “Se Felipe trouxer patrocinadores tudo irá mudar, o Brasil deverá ter piloto no grid em 2014.” Em Cingapura, alguns proprietários ou diretores de times, como Tony Fernandes, da Caterham, e Eric Boullier, da Lotus, externaram sua profunda preocupação com o crescimento dos custos decorrente da mudança drástica do regulamento.

“As novas regras são importantes, mas por considerar o momento inoportuno tentei adiar sua adoção, mas não foi possível”, comentou Ecclestone. A FIA não aceitou rever o que já estava acertado com as escuderias. “Um país de economia forte como o Brasil tem totais condições de investir num piloto.” E comentou conhecer Felipe Nasr, 3.º na GP2, tentando estrear na F-1 na próxima temporada. “A mídia tem um papel importante nesse processo de seu país se manter com piloto na F-1”. Pareceu um recado à TV Globo, dona dos direitos exclusivos de transmissão.

Ao Estado, Nasr falou neste domingo, depois de conversar com seu empresário, Steve Roberston, o mesmo de Kimi Raikkonen. “Será difícil assinar como titular em 2014. Nesse instante me vejo mais como terceiro piloto, assumindo o carro no treino livre da sexta-feira de manhã e em alguns dos testes privados (serão quatro de dois dias cada no ano que vem).”

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