Ecologistas protestam contra Paris-Dacar

Ecologistas e ativistas antiglobalização vêm preocupando a organização do rali Paris-Dacar que hoje cancelou uma parada na primeira etapa da competição, que tem largada prevista para quinta-feira, em Clermont Ferrand. Os manifestantes prometeram fazer protestos e bloquear a rota dos carros na cidade francesa de Milau, onde haveria um controle de passagem (checkpoint). Um grupo de 11 associações ecológicas francesas denunciaram hoje o "desperdício energético inaceitável", que representa o Paris-Dacar, pedindo, inclusive, a extinção da competição. O documento apresentado conta com o apoio de organizações como o "Greenpeace", a "Federação Nacional de Associações de Usuários de Transportes" e a "Atuar pelo Meio Ambiente". "É inadmissível ver que os responsáveis por este rali ainda privilegiam a paixão esportiva em detrimento de sua responsabilidade no desarranjo climático", informou o comunicado distribuído, recordando as inundações que atingem o sul da França há algumas semanas e a forte onda de calor, onde morreram cerca de 15.000 pessoas, em agosto. Os ativistas afirmaram que "o rali transmite uma mensagem poluente" ao mitificar os jipes e ao "incitar o consumidor urbano a comprar veículos com tração nas quatro rodas", que emitem gases responsáveis pelo efeito estufa. Uma associação ecológica do litoral mediterrâneo francês informou ter apresentado queixa ao Tribunal Administrativo de Montpellier para proibir que os participantes do Paris-Dacar atravessem, na segunda etapa, a floresta de Montfroide, que é um espaço protegido ambientalmente por leis. Brasileiros - O Brasil será representado pela equipe Petrobrás/Lubrax e vai ser o único país que terá competidores nas três categorias do Paris-Dacar. O piloto Klever Kolberg e o navegador Lourival Roldan, que disputarão a competição com um Mitsubishi Pajero Full, foram os primeiros do time a chegar hoje no local da largada. Já Andre Azevedo, que pilotará um caminhão Tatra ao lado de Tomas Tomecek e Mira Martinec, e Jean Azevedo (moto) embarcaram hoje rumo a Clermont Ferrand. A 26ª edição do rali mais famoso do mundo terá 17 etapas, distribuídas por 11 mil quilômetros, que passam por sete países. A previsão é a de que a disputa termine no dia 18 de janeiro. No total será 607 veículos envolvidos na competição.

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